DA ESQUERDA PARA DIREITA E ATRÁS:
MARCELO, MATHEUS, VÍTOR MOTTA, ARI ROBERTO, ROSE
À FRENTE:
IVANA, LUCAS, DONA DARLETE E SEU MOACYR.

Percorremos
de carro quase 17 mil km em 39 dias , saindo da Capital Federal do Brasil,
passando por Uruguai, Argentina e Chile. Deixamos Brasília às 10h do dia
23/12/2006 em direção à cidade de Ushuaia na Argentina, última cidade no extremo sul
da América do sul, ou seja, literalmente, o fim do mundo.
Depois dela, somente a Antártida, que fica a 1000 km de lá.
Não temos palavras para expressar o carinho, simpatia e a cordialidade com que o povo
desses países
nos recepcionaram. Ficamos surpreendidos com tanta hospitalidade para com nós
brasileiros.
Queremos agradecer a Deus, que, além de nos proteger a
viagem inteira, nos deu saúde para presenciar um pouco das belas paisagens deste nosso
planeta.
Vejam esta incrível e fantástica viagem.
ROTEIRO PERCORRIDO

ABAIXO VOCÊ LERÁ NOSSO DIÁRIO FEITO POR IVANA. NELE VOCÊ ENCONTRARÁ INFORMAÇÕES, CURIOSIDADES E FOTOS DESTA VIAGEM.
| 23/12/2006 - BRASÍLIA/RIBEIRÃO PRETO Afinal, chegou o grande dia! Era Sábado. Planejamos sair de casa às 6h30. Porém, o Ari precisou arrumar os pára-lamas da caminhonete e acabamos adiando um pouco o horário de saída. Depois, nós acabamos nos atrasando também. Precisamos acertar os últimos detalhes de monitoramento da casa e depois deixar a chave com o vizinho. 10h5 - Saímos de casa (Marcelo, nossos filhos Matheus e Vítor, e eu (Ivana)) e fomos nos encontrar com a família Monteiro (nossos compadres Ari, Rose, o afilhado Lucas, a mãe dela (D. Darlete) e o pai (Sr. Moacyr)). Ficamos de nos encontrar diante do posto fiscal na saída Sul de Brasília, em direção ao Valparaíso. No estacionamento do posto, tiramos muitas fotos com nossas camisetas dos Viajantes da Capital para guardarmos de recordação aquela que seria uma grande aventura: descer de Brasília ao Ushuaia, ponto extremo da América do Sul, de carro. O Ari numa F250/06, nós em uma Scenic 01/02. Rodaríamos cerca de 17 mil quilômetros. O tempo estava limpo e ensolarado. 12h40 - paramos para almoçar (posto 81), antes de Cristalina. 21h12 - chegamos a Ribeirão Preto. Dormimos no Hotel Vancouver (às margens da Avenida Anhanguera). A diária de quarto para casal era de R$70,00, com café da manhã, ar condicionado nos quartos, o que era essencial devido ao calor, e estacionamento no local. O hotel não servia jantar. Porém, vendem comida congelada, que dá para esquentar no microondas, ou pizza para aquecer no forno elétrico, que também tem no local. Descobrimos que o som da nossa filmadora, zero bala, que havia chegado dos Estados Unidos pelo correio na semana anterior, não estava funcionando direito. Uma hora gravava. Outra não. Só funcionava na base do tapa!
8h - deixamos o Hotel Vancouver e fomos abastecer o carro para seguirmos caminho. Detalhe: 5 km depois de termos deixado o hotel, nós vimos um outro hotel com anúncio de diária por apenas R$35,00 o casal. 10h - paramos para lanchar depois de Piracicaba, na cidade de Limeira, na lanchonete do posto da rede Graal. Lanches bons e lugar limpo e bem arrumado. 12h45 - paramos para ir ao banheiro e verificar se havia restaurante para almoçarmos. Havia uma churrascaria com o preço de R$15,00 por pessoa. Resolvemos seguir viagem e procurar por um local mais em conta, preferencialmente por quilo, que é mais rápido. Nesse trecho da estrada, é muito difícil encontrar restaurantes. 13h20 - Eu, é claro, já estava tonta de fome. Falamos com o Ari e resolvemos parar em um restaurante no Posto 81, em Juquitiba, Km 337. O local é muito simples, caminhoneiros almoçam também no local. A comida, porém, é novinha, bem feita e caseira, com um excelente preço. Eles servem o comercial a R$8,50, que dá para 3 pessoas comerem bem (vem feijão, arroz, batata frita, maionese, salada, macarrão, farofa e a carne que você escolhe entre umas 3 opções). Foi um verdadeiro achado! 15h50 paramos em um posto para nos esconder da chuva. Caiu um verdadeiro pé dágua e não dava para enxergar um palmo diante do nariz. O Matheus quebrou pedaço do dente dele comendo bala. 17h15 em um semáforo já próximo do centro de Curitiba, ficamos sem gasolina. O ponteiro de combustível da Scenic estragou. O Ari precisou encontrar um posto e trazer gasolina para nós. Enquanto aguardávamos o Ari retornar com a gasolina, algum carro bateu no retrovisor do nosso. Sorte que quebrou apenas o olho mágico (espelho redondinho), deixando riscado o espelho retrovisor do motorista. Chegando a Curitiba, nós nos hospedamos no Hotel Blumenau. Não tem estacionamento, é preciso colocar o carro em estacionamento próximo, com pagamento à parte. O hotel é muito antigo e não tem ar condicionado no quarto. Decidimos que não seria uma boa opção de parada na volta. Quando saímos para jantar, encontramos tudo fechado: shopping, lanchonetes, restaurantes, nada por perto funcionava. Comemos numa barraquinha de cachorro quente montada na praça. Por sorte, servia um delicioso cachorro quente. Detalhe: o cachorro quente de Curitiba tem como complemento farofa e maionese de legumes também. Depois, fomos para o hotel, fizemos nossa prece de Natal, dividimos uma caixa de bombom e fomos dormir. 25/12/2006 - CURITIBA/PORTO ALEGRE - FOTOS 7h45 Saímos de Curitiba (22º). É uma cidade agradável, com muitas Araucárias, paradas de ônibus diferentes (lembram um sutiã). Na cidade, eles têm o que se chama de mão inglesa, ou seja, pistas de mão dupla invertida. 9h35 Chegamos à divisa Paraná/Santa Catarina. Nesse, trecho, o asfalto é ruim. Curiosidade: em Santa Catarina, rotatória é chamada de rótula. 12h20 Paramos para almoçar na Churrascaria Tertúlia, na cidade de Correia Pinto/SC. O almoço é muito bom. Comemos rodízio, o que eles chamam de espeto corrido (R$14,00 por pessoa, com direito a sobremesa). 13h45 Passamos por um acampamento dos sem-terra. 14h40 Chegamos à divisa Santa Catarina/Rio Grande do Sul. As pistas estavam muito boas. Vimos na estrada, árvores como as do Canadá (Plátonos). Pegamos as Serras Gaúchas com muita chuva. 16h30 Paramos para abastecer no Posto Serra Gaúcha (São Marcos). A gasolina estava a R$2,86 o litro, o que era caro! 17h30 Paramos para lanchar em Caxias do Sul. Não encontrei mais pão de queijo. 17h55 A 12km de Nova Petrópolis, pegamos um caminho que, discaradamente, desvia o pedágio de R$5,00. É uma estrada lotada. Parece que muitos conhecem o caminho. 19h35 Chegamos a Porto Alegre. Ficamos no Hotel Praia de Belas Residence. É um hotel bom. Tem elevador. Apartamento com quatro camas de solteiro por R$115,00 + R$10,00 da diária da garagem que fica do outro lado da pista. Para jantar, pedimos sanduíches do Baronia pelo telefone (51) 3226-5536 e há também o número 3224-2411. O hotel tem o cardápio com os tipos e preços. São deliciosos e enormes! 26/12/2006 PORTO ALEGRE/MONTEVIDÉU (UR) - FOTOS 8h Deixamos Porto Alegre rumo ao Chuí. 12h35 Paramos para almoçar em Cassino/RS, no Cassino Chicos Bar, local próximo à praia. Nesse ponto da viagem, é incrível como observamos já a introdução da língua espanhola em território brasileiro. Vimos algumas palavras: arroio = rio / lancheria = lanchonete. Pagamos gasolina a R$2,946 em Cassino. Há uma região bem bonita (pampas) no caminho. São uns alagados onde podemos avistar diversas capivaras e outros animais. O local é conhecido como Banhado do Tain. Há também muitas plantações de arroz. Não resistimos e paramos para fotografar. 16h30 paramos para lanchar em um posto, comemos torrada (era o mesmo que misto quente para nós). Nesse trecho que vai ao Chuí, há pequenos vilarejos e não cidades, por isso o local é meio deserto e há dificuldade em se encontrar locais para lanche. 17h40 Paramos na aduana brasileira (Chuí). Preenchemos papeladas para registrar os equipamentos eletrônicos que estavam conosco. 18h20 Trocamos reais por 500 pesos uruguaios. 1 REAL =
10,40 PESOS URUGUAIOS. (usaremos a denominação (PU) antes do valor para facilitar). 18h Entramos na aduana uruguaia. Local bagunçado, sujo, não se dá muita informação. Há pedintes por perto e muita pobreza, pessoas pedindo para vigiar carro. Ficamos meio perdidos com relação a quem entregar os papéis que preenchemos. 19h30 Enfim, saímos da aduana, já em território uruguaio, rumo a Montevidéu. Detalhe do dia: Após mostrar o documento do carro ao fiscal uruguaio na aduana, descobrimos que estávamos viajando com o documento da Scenic de 2005, e não de 2006 como deveríamos, o fiscal uruguaio nem notou. É rezar para não sermos pegos. Resolvemos não comentar nada com o Ari, para não preocupá-los. Nesse ponto, estamos a cerca de 170Km de Montevidéu. 21h15 Passamos pelo 1.º pedágio uruguaio: (PU)36,00. É tarde, mas o céu ainda está claro. O asfalto é excelente, muito bem sinalizado, faixas pintadas e tudo limpinho e bem organizado. Tiramos a má impressão que ficou na aduana. Abastecemos. Há vários tipos de combustíveis com bombas coloridas. 22h30 Nosso primeiro contato uruguaio no cotidiano. Paramos numa panaderia para lanchar. Muita dificuldade em entender o que pedir, mas a moça que nos atendeu foi muito simpática e acabamos nos virando bem e nos comunicando. A partir desse ponto a estrada não era mais desértica e passamos por lugares iluminados, lojas, etc., com letreiros coloridos. 00h35 Enfim, chegamos a Montevidéu. Procuramos hotel e, com a ajuda do GPS do Ari, fomos ao Hotel NH Columbia. Só que era um hotel luxuoso e a diária era U$90,00(dólares) e desistimos, afinal, só iríamos dormir e seguir viagem. O Marcelo teve a idéia de pedirmos ajuda a um motorista de táxi que parou enfrente deste hotel. Acompanhamos o táxi dele até um hotel mais barato U$45,00 a diária, Gran Hotel América. O taxista foi muito simpático, deu-nos várias dicas e não cobrou a corrida. TAXISTA: Nicolas, táxi n.º 198 (motor-táxi). Telefone (5982)9020392. 27/12/2006 - MONTEVIDÉU (UR)/BUENOS AIRES (AR) - FOTOS Amanheci com diarréia. Primeiro contato com a comida uruguaia (queijo, presunto e batatas fritas). Tomamos o café no hotel. Bolachas, suco (não é natural), manteiga, café, leite e medias lunas (tipo nosso croassant de doce), que são deliciosas. O café não é tão farto quanto no Brasil. Fomos comprar as passagens para o Buquebus (travessia de barco, pelo Rio de La Prata, que é feita do Uruguai, saindo de Colônia Del Sacramento, com destino à Argentina, chegando por Buenos Aires). 0,70 CENTAVOS DE REAL = 1 PESO ARGENTINO (usaremos a denominação (PA) antes do valor para facilitar). Pagamos para fazer a travessia (PA) 840,00 por pessoa mais (PA)1.400,00 pelo carro. 12h45 Deixamos o hotel rumo à Colônia Del Sacramento. Paramos para almoçar no Posto de Gasolina BR. (é uma rede de postos com um restaurante em que você escolhe a carne e os atendentes fazem o seu prato com os acompanhamentos que você escolher). Entendemos errado o sistema e acabamos comendo somente salada e um grelhado (milanesa). Deve-se escolher um tipo de carne e apenas um acompanhamento (não é como no Brasil, que são três acompanhamentos). Detalhe: arroz só é servido frio em salada e quase sem sal. Feijão, nem em sonho risos. Chegamos a Colônia de Sacramento cedo (o Buquebus só sairia 18h). Então, resolvemos conhecer a cidade que é uma gracinha, beira-mar. Deve-se ter repelente em mão, pois tem muito pernilongo no local. Na Fila de entrada para o Buquebus, fizemos a aduana, preenchendo papéis individuais que foram entregues dentro do barco. O Buquebus é muito confortável. Parece mais um avião, com boas poltronas, lanchonete interna e até um pequeno shopping. Possui dois andares para passageiros sentados e um para levar os carros. 19h - Saímos de Colônia Del Sacramento e chegamos a Buenos Aires às 20h30. O sol ainda estava de fora. Acertamos os relógios, pois, em B.A., é uma hora a menos. Foi difícil encontrar hotel. O Hotel Inn, que tínhamos referências, estava lotado e, depois de muito procurar e pechinchar, chegamos ao Hotel Novel (Av. de Mayo 915. Fone: 4345-0214/0504/3532/4903), às 21h30, onde ficamos. A diária para a família de 4 pessoas ficou (PA) 160,00. A sorte é que o hotel é bem localizado, já no centro, e dá para ir a pé conhecer a cidade. Num restaurante ao lado do hotel, comemos uma pizza deliciosa e o preço não era caro. 28/12/2006 - BUENOS AIRES (AR) - FOTOS 9h Tomamos café no hotel. Só servem café, leite e medias lunas (2 por pessoa). Saímos para andar e compramos adaptadores para carregar os equipamentos, pois as entradas das tomadas são diferentes do que as do Brasil Tiramos dinheiro (pesos argentinos) diretamente no banco LINK. Encontramos com o restante do grupo e fomos todos conhecer a cidade. Tiramos fotos no Obelisco e no museu Cólon. 12h30 Almoçamos no restaurante Suipacha (av. Suipacha 425). Fomos muito bem atendidos e a comida é boa. Serviram entrada com pães, salgadinhos, patês e um aperitivo que lembra o San Remmy. Ao final, por conta da casa, ofereceram um brinde com vinho branco espumante. Fomos conhecer a Catedral Metropolitana de Buenos Aires e a Casa Rosada. Como esta estava em reforma, pudemos apenas fotografar do lado de fora. Conhecemos o shopping e a Calle Florida, que é bem movimentada, com várias lojas, roupas de couro com preços bons, shows de tango na rua. Como já era 17h30, e eu passei muito tempo sem comer, acabei tendo uma crise de hipoglicemia no shopping. Foi só comer e tudo bem. Decidimos então que eu deveria ter mais cuidado nos meus horários de refeição para isso não voltar a acontecer. À noite, jantamos no restaurante ao lado do hotel (o mesmo da pizza) e fomos dormir cedo, pois, no dia seguinte, precisávamos acordar 5h45 para seguirmos até Viedma (capital da Patagônia) que fica a 912 km de Buenos Aires. 29/12/2006 - BUENOS AIRES (AR)/VIEDMA (AR) - FOTOS 7h30 - Deixamos o hotel e paramos para abastecer na saída da cidade. Gasolina a R$1,33 o litro. 10h30 Paramos num posto para tomar um cafezinho para acordar. Praticamente em quase todos os postos de gasolina, encontramos máquinas para comprar café, capuccino, etc. Salgados (tipo coxinha, pastel, pão de queijo, enroladinhos), não se acham. Se tivermos sorte, encontramos medias lunas fresquinhas. Só se encontra bolachas, sanduíches, chocolates, alfajour. Compramos um alfajor da lacta (muito gostoso). Lembra um pouquinho o nosso pão de mel. É típico da Argentina. Eles vendem de várias marcas. 1h Paramos para almoçar em Chillar na Casita de Chillar. 18h Passamos pela cidade Bahia Blanca, onde fomos parados para inspeção de entrada na Patagônia. Não se pode entrar na região portando alimentos perecíveis, essencialmente carnes e frutas. A temperatura local era de 30º. 19h50 Adentramos realmente a região da Patagônia. 20h30 Fomos parados em mais uma inspeção sanitária. À medida que avançávamos na região, a temperatura foi abaixando e começando a ventar muito. O termômetro do carro passou a marcar 18ºC. 22h30 Chegamos a Viedma com temperatura local em 12ºC. A cidade é uma gracinha, tranqüila, com um lindo rio que corta a cidade fora a fora. Ficamos hospedados num local muito bom: Residencial Tosca (Alsina 349 Viedma/Província de Rio Negro. Fone: 02920-428508). Na realidade, não parece um hotel, mas um sobrado transformado em hospedaria que lembra as casas americanas. Muito limpo, com camas boas. O problema é que os carros tiveram que dormir na rua. Mas ficaram em frente à portaria e a cidade é bem tranqüila. Como estávamos morrendo de fome, saímos para comer algo. A Rose, o Lucas, a D. Darlete e o seu Moacir estavam muitos cansados. Então, só fomos a nossa família e o Ari. Chegamos a um lugar bem movimentado e simpático, com cara de point da cidade, pertinho do residencial: La Ochara. Eu comi um sanduíche delicioso e enorme, de frango picadinho, chamado clube sandwich. 30/12/2006 VIEDMA (AR)/PUERTO MADRYN (AR) - FOTOS 10h10 Pagamos a conta, (PA)99,00, para quatro pessoas, e saímos do residencial. Tivemos que comprar absorventes. O problema é como dizer isso em espanhol. Não consegui explicar o que eu queria, então, decidi procurar pela farmácia, sorte que a embalagem é semelhante à do Brasil. Acabei encontrando: toallas femeninas, o que eles dizem algo como toallitas descartables. Como Viedma é mais ao Sul da Argentina, percebi uma diferença na linguagem local. Eles não dizem Buenos Dias como em Buenos Aires, falam bom dia, o som do d pronunciado entre os dentes, como ocorre com o t no nordeste brasileiro. Acabamos por sair 11h40 da cidade e, como o local começou a ficar desértico, resolvemos voltar para a cidade e almoçar lá mesmo, com medo de não encontrarmos restaurante. Comemos novamente sanduíches no La Ochara, pois só serviriam almoço bem mais tarde. Pedi o sanduíche de ontem, que substituía bem um almoço. Quanto ao outro sanduíche tipo hambúrguer, que vem com ovo, descobrimos que, quando nos perguntam se queremos al plato, significa que eles tiram o pão e só servem o recheio no prato, pagando-se o mesmo preço, ou seja, ficamos com fome. 13h35 Deixamos, finalmente, Viedma para trás. 16h35 Vimos bem distantes as primeiras montanhas. Imagens inesquecíveis. 17h50 Vimos llamas, que na verdade são chamados guanacos. A empolgação foi geral nos dois carros. 18h20 Chegamos a Puerto Madryn, à beira do oceano Atlântico, cidade charmosa, cheia de navios. Procuramos bastante por um hotel mais em conta, até pararmos no Petit Residencial (Marcelo t. de Alvear 845 (9120). Fone: 02965 451460). São tipo pequenos apartamentos térreos. Pequenos, simples, mas limpos e arrumados. O carro dormiu na porta do apartamento. Saímos para jantar e descobrimos que calabresa não é lingüiça como aqui, mas sim uma bolinha tipo batatinha.
31/12/2006 - PUERTO MADRYN (AR) - FOTOS 8h30 Saímos para o primeiro passeio (Porto Pirâmide). Como iríamos para um local desconhecido, compramos pão de forma, queijo e presunto. Fizemos sanduíches e levamos. O preço para a entrada do parque é de (PA)35,00 por pessoa. Para países do Mercosul é (PA) 10,00, nosso caso, e para o pessoal local é de (PA) 1,00. A estrada deste ponto em diante é de rípio (espécie de pedra brita). Paramos para avistar a Ilha dos Pássaros. Muito linda, porém, só pode ser observada de longe. Há equipamento no local, onde colocamos moedas e podemos ver melhor a ilha. Da estrada dá para avistar salares (lagoas de sal). Paramos na reserva Punta Norte, local em que vimos lobos marinhos. São inúmeros. Na Península Valdes, podem ser avistadas orcas e baleias. Porém, ambas são vistas em meados de junho até dezembro. Não chegamos na temporada delas. Comemos nossos sanduíches, alimentamos tatus que vieram do mato para perto do carro (vêm comer na mão), passarinhos e até um gatinho argentino apareceu na farra. Os animais, de uma forma geral, são mansos. Vimos guanacos. Vimos pingüins. Ficam tão próximos dos visitantes que dá até para passar a mão neles dentro do baixo cercadinho. Só que não se pode fazer isso nem alimentar os animais. Há guardas florestais que ficam ao longe observando para isso não ocorra. Inclusive na estrada não pode parar. Se alguém parar em locais que não são estipulados para isso, logo aparece um guarda, educadamente, dizendo que não é permitido. 15h40 Paramos para ver elefantes marinhos. Percebemos que a lente do farol de milha do carro quebrou devido ao rípio. Nesse local, tem lanchonete. Foi a nossa última parada e começamos a voltar. 19h Já na volta, em Puerto Pirâmide, há um ponto em que se avista a cidade por cima. O local é lindo. Decidimos jantar por ali, mas qual foi a nossa surpresa ao descobrirmos que, na véspera de ano novo, eles não servem refeições. Só abrem para o réveillon. Até Puerto Madryn seriam mais 94 km. Sorte que tínhamos pão de mel no carro e bolachas. Em Puerto Mdryn, tudo estava fechado também. Todos se reúnem em suas casas com as famílias (como no nosso Natal) ou vão a restaurantes (reservas antecipadas e preços altos) para comemorarem. Conseguimos sanduíches na padaria e pedimos para esquentar no nosso hotel. No hotel, deixamos nossas roupas para lavar, pois disseram que não era muito caro. O problema é que, quando voltaram, passadas também, ficaram a mais 56 pesos argentinos. 24h A comemoração da passagem de ano lá é maravilhosa. À meia noite, tocam uma sirene e todos saem à rua e soltam balões acesos e fogos de artifício coloridos, bem diferente o ritual de passagem de ano novo. 1/1/2007 - PUERTO MADRYN (AR) / CALETA OLÍVIA (AR) 7h Acordamos e fomos tomar café num posto de gasolina, pois no hotel eles já haviam avisado que não serviriam no dia 1.º. 10h5 - Deixamos Puerto Madryn, ao som dos Paralamas do Sucesso, e em Português. Estava ventando muito e fazendo 19º. 12h30 Ainda na estrada, o vento aumentou tanto que a poeira cobriu o azul do céu, que ficou bege. É como se fossem aquelas tempestades de areia que vemos nos filmes. Nunca vi. 15h30 Já perto de Comodoro Rivadavia, a estrada começa a ficar com serras bem altas ao redor da estrada. O combustível do carro já estava quase na reserva. Na estrada vimos apenas um posto, mas não estava funcionando. Ainda bem que abastecemos em Puerto Mdryn. Com o vento, o consumo de combustível aumentou consideravelmente, a Scenic fez neste trecho apenas 8,5/L e antes ela estava fazendo 12/L. Passamos por uma cidadezinha chamada Astra, onde há extração de petróleo. Na estrada até C. Rivadavia avistam-se muitas máquinas extratoras de petróleo. 15h45 Enfim, abastecemos em C. Rivadavia. Comemos Sanduíches e já levamos para o jantar, pois em feriados não se acha nada aberto. No caminho de C. Rivadavia até Caleta Olívia avista-se uma paisagem muito bonita beira-mar. O mar é de um verde maravilhoso com pedrinhas polidas redondas na praia. Já em Caleta Olívia, usamos a internet (locutório) e ligamos para o Brasil. Ficamos hospedados no Grande Hotel Snack (IT) (Av. Lavatle y fagneano 1050 Fone: 0297- 485-5898). Hotel excelente. Possui quartos grandes, cama boa e é limpo. Dormimos muito bem. 2/1/2007 - CALETA OLÍVIA (AR) / RIO GALLEGOS (AR) 8h10 Saímos de Caleta Olívia. A temperatura estava 15º. O carro começou a fazer um pouco de barulho na suspensão. 9h15 - Paramos para fotografar uma máquina de extração de petróleo. É muito legal ver o funcionamento da máquina de perto. No caminho, descobrimos porque a bandeira da Argentina traz as cores azuis e brancas. É só olhar para o céu. Maravilhoso! A pista, a partir do km 1900 (a marcação dessa quilometragem começa em Buenos Aires), não é muito boa. Pegamos o primeiro buraco em estrada Argentina. 10h15 Tiramos foto no km 2007 (para lembrarmos o ano da nossa viagem). As pistas que vão para o sul estão sempre margeadas por pequenas flores amarelas e brancas. 13h Vimos Flamingos às margens de um lago e avistamos emas também. 13h Paramos para procurar almoço no posto YPF. Só tinha sanduíche. Resolvemos entrar na cidade, SAN JULIAN, para ver se encontrávamos comida, pois já estávamos à base de sanduíches há dois dias. 14h Enfim, pedimos para fazer: arroz, batata, salada e frango. Ficou muito bom! Não muito longe do restaurante, à beira-mar, fotografamos um barco antigo parado, que lembra os barcos de piratas. Seu nome é Nau Victoria e, na realidade, trata-se de um museu temático. Descobrimos que em San Julian há reservas em que se podem avistar animais, assim como vimos na Península Valdes (Patagônia). Paramos ainda para fotografar um monumento feito em homenagem aos mortos da guerra das Malvinas. 17h Passamos por uma ema com um monte de filhotinhos. 18h30 A uns 80 km antes de Rio Galegos, paramos para fotografar uma lagoa maravilhosa, cheia de flamingos, patos, gansos e pássaros diversos. 19h30 Após passamos por uma blitz próxima à cidade, chegamos em R. Galegos e fomos procurar hotel. O nosso grupo acabou se dividindo, pois paramos num hotel com muitas escadas (muitas mesmo!) e, como estávamos com malas pesadas, decidimos procurar por outro hotel. A família Monteiro ficou neste mesmo. Às 22h da noite, conseguimos um hotel baixo e fomos sair para comer. Caminhamos várias quadras e não conseguimos encontrar o local que foi sugerido pelo hotel. Nesse ponto, quase 23h, eu comecei a passar mal (hipoglicemia) e acabamos por entrar em um restaurante que estava cheio. Resultado: O Marcelo, preocupado comigo, pediu quatro escalopinhos (é uma carne, como bifes, que vêm ao molho). Resultado: mesmo o Matheus pedindo para trocar um dos escalopinhos por salmão, veio muita comida, pagamos (PA)140,00 e fomos dormir mais de meia-noite. Virei piada na família. 3/1/2007 - RIO GALLEGOS (AR) / USHUAIA (AR) 8h40 Deixamos Rio Gallegos. Até Ushuaia, seriam 586 km rodados. O Ushuaia fica na Terra do Fogo, que é na Argentina. Porém, para se chegar lá, é preciso entrar em território chileno, pegar a balsa que faz a travessia do Estreito de Magalhães, para, enfim, chegar à Terra do Fogo, na Argentina. 9h30 Paramos na aduana da Argentina (para sair do país). 10h20 Adentramos a aduana chilena (entrada no país). Demora muito, pois a fila é enorme e preenchem-se vários papéis, o que nos fez sair de lá às 11h30. O vento era muito forte. Apesar de no carro marcar 17ºC, a sensação externa era de bem menos do que isso, fazendo muito frio mesmo. O asfalto chileno é feito de placas (como se fossem placas de concreto juntas), mas muito bom com pistas bem sinalizadas. Isto ameniza efeitos de terremotos sobre as estradas. Às margens da estrada, a paisagem é diferente da que vimos na Argentina. Avistam-se muitos capinzinhos na cor marrom avermelhado, o que passou para nós ser a marca chilena. 12h15 Chegamos às margens do Estreito de Magalhães para fazermos a travessia de balsa para a Terra do Fogo, que é uma ilha onde fica o Ushuaia. Pedimos almoço, mas como demorou a sair e não deu tempo de comermos no restaurante local, levamos a comida e comemos dentro do carro, na fila de espera para a balsa. A dona do restaurante foi muito atenciosa, doando para nós, o que ficou de lembrança, os talheres. Pagamos pela travessia (Pesos chilenos) 12.000 por carro. Para sacar pesos chilenos, basta procurar um banco link, assim como na Argentina. 13h30 Chegamos à Terra do Fogo com muito vento. 13h40 Pegamos estrada de rípio. 14h10 Avistamos flamingos, lindos! 15h50 Paramos em San Sebastian na Hosteria La Fronteira para um lanche. Foi ótimo termos almoçado antes da travessia, pois, em toda a estrada, esta hosteria é o único local que vimos servir comida. Por ser único, enfiam a faca.
Logo no estacionamento, conhecemos um pessoal do Rio Grande do Sul que estava
viajando de moto. Ficamos batendo papo um pouco antes de entrarmos no restaurante. O local é bem aconchegante e servem chocolate quente. Serviu para espantarmos um pouco o frio. Demoramos um pouco mais no local, pois a família Monteiro ainda não havia almoçado e aproveitamos para descansar e apreciar a decoração. Fomos informados no restaurante de que a travessia do Estreito de Magalhães havia sido suspensa devido à ventania muito forte. A nossa foi a última travessia do dia. Tivemos muita sorte! 17h Paramos na aduana (saída do Chile), que fica ao lado do restaurante. 17h40 Paramos par fazer aduana de entrada na Argentina. O vento era tanto que achamos um casaco de frio bege caído na estrada (provavelmente voou de um carro ou ônibus que passou no local). Como nosso carro era o único e não havia possibilidade de acharmos o dono do casaco, resolvemos ficar com ele. 18h5 Deixamos a aduana. 20h25 A estrada começou a ficar ruim (faltando cerca de 150 km para chegar ao Ushuaia). A paisagem, por outro lado, é muito bonita. Avistamos altas montanhas ao longe e, próximo à estrada, há árvores interessantes, elas ficam brancas como se fossem congeladas, mas não são. 20h50 Já nas montanhas, a visão é fantástica. Do nada surgem paisagens com o mar bem verde e montanhas com neve no topo. O caminho para o Ushuaia é curvo, subindo e contornando as montanhas. Começou a chover bastante e a temperatura ficou cada vez mais baixa. 21h15 Estávamos a cerca de 70 km do Ushuaia. O termômetro do carro marcava 8º. 21h19 7 graus 21h22 6 graus 21h24 5 graus 21h25 4 graus 21h28 3 graus 21h31 2 graus 22h10 3 graus. Chegamos ao Ushuaia debaixo de muita chuva e vento. Tivemos a sorte de, num posto de gasolina, por coincidência, encontrarmos uma pessoa que estava alugando uma cabana. A cabana do casal Roberto e Mabel (Del Bosque y Pista de Esqui, Bº Ecológico. Fone: 02901-431-863) é boa. Eles alugam outras cabanas no local, mas ficamos em uma, no segundo andar, com uma fantástica vista para o canal de Beagle. Ficou em (PA)300,00 a diária para 9 pessoas. É um casal bem simpático e hospitaleiro. Deixaram leite na geladeira e ingredientes para fazer chá ou café. É incrível como lá demora a escurecer. Aliás, nem escurece totalmente. No horizonte ainda dá para se ver um pouco de claridade. Depois de todos acomodados, fomos dormir quase meia-noite. 4/1/2007 - USHUAIA (AR) - FOTOS
Acordamos na cabana após uma noite bem dormida. Tivemos um café da manhã bem gostoso. Trouxeram para nós vários pães e media luna. Saímos para a cidade para procurar bateria extra para usar a máquina fotográfica pequena como filmadora, pois o Marcelo tentou arrumar a filmadora Sony, mas esta pifou de vez. Andamos pela cidade. Há flores por todos os lados. Algumas, como se fossem espigas de milho coloridas, presas num espeto, em diversas cores: branca, rosa, violeta, azul etc., que eles chamam lupitas. As construções são feitas em madeira, para ficar mais aquecidas, o que torna o local bem aconchegante. Estava ventando muito e fazia frio também. Aliás, faz frio o tempo todo por lá. O termômetro gira sempre em torno de 3º, e olha que é verão. É uma delícia para tomar chocolate quente e beber vinho. Almoçamos no Shopping Ushuaia. Há um local que serve uma comida boa, mas não foge aos padrões argentinos: carne gigante com direito a um acompanhamento (papas fritas, ensalada ou purê). Pedimos uma salada de arroz, que vem fria com ervilha, queijo e presunto. Pedimos para esquentá-la, o que causou estranheza para eles. Ficou ótima, parecida com o nosso arroz à grega. 15h - Fomos fazer o famoso passeio no trem do fim do mundo (o trem sai em dois horários: 11h ou 15h) e segue até a entrada do Parque Nacional Terra del Fuego. Valores da passagem de trem: (PA)60,00 para adulto. Criança até 14 anos paga (PA)15,00. Durante o passeio, enquanto o trem segue entre a paisagem da montanha, conta-se a história local. Ali era onde os presidiários cumpriam suas penas. Pela janela, avistam-se troncos de árvore secos pelo caminho. Eles ficam brancos como se alguém os tivesse pintado, é interessante. O trem para duas vezes durante o percurso. A primeira parada é numa queda dagua e a outra é na entrada do Parque Nacional, que é a última parada (nesta última, há banheiros, em forma de cabines, o que não há no trem). Neste ponto final, a pessoa opta por ficar e visitar o parque ou voltar novamente à estação inicial. Nós voltamos para ir ao Parque de carro, o que foi excelente, pois este é enorme e quase inviável percorrê-lo a pé. 16h30 - Pegamos os carros e fomos ao Parque Nacional Terra del Fuego (o parque só fecha às 23h). Entrada do parque: paga-se (PA) 20,00 por pessoa e crianças até 14 anos não pagam. O parque é lindo, cercado por rios e lagoas, como a Laguna Negra e a Bahia Lapataia. Há coelhos de todas as cores. O parque é muito grande e, na entrada, recebemos um mapa do local. Não há lugar fácil para comprar lanches, por isso, melhor é levar. Na parte extrema do parque, há uma placa com indicação da Bahia de la Pataia, com indicação da distância daquele ponto até a Antártica (cerca de 17.818 km), que é o final da Ruta 3 (que vem desde Buenos Aires). Até a Antártica é cerca de 1.000 km. Tem-se, após a placa, um caminho florido. Neste local, encontra-se uma ponte de madeira com a visão do mar e montanhas com o topo de neve ao fundo, é uma visão maravilhosa. Não se deve esquecer, todavia, de ir bem agasalhado porque venta bastante no local. Há outros pontos bem bonitos no parque. Inclusive há camping lá dentro. Encontra-se no local, também, a unidade postal fim do mundo, onde se pode carimbar o passaporte para guardar de lembrança. Não carimbamos os nossos porque já eram mais de 17h quando chegamos e o posto já estava fechado. Na volta, já na cidade, paramos para comer alguma coisa e voltamos para a cabana. Descobrimos que a porta direita traseira do carro não estava fechando direito. Fomos dormir às 23h50 e o céu ainda estava com uma parte clara. 5/1/2007 - USHUAIA (AR) - FOTOS Acordamos às 8h20 com um delicioso bolo (tipo o nosso bolo formigueiro) que o dono do chalé nos deixou. O Ari e a família decidiram conhecer o presídio e o museu marítimo. Como era o último dia que ficaríamos no Ushuaia, preferimos mandar lavar o carro e as roupas também (dessa vez sem passar para não ficarem os olhos da cara), e comprar algumas lembrançinhas e enviar postais. 12h20 Almoçamos no mesmo local do dia anterior (Shopping Ushuaia). Pegamos o carro à tarde, passeamos um pouco mais pela cidade, passamos na padaria para comprar medias lunas e torta de morango. Pegamos as roupas e paramos no supermercado local el anônimo para comprar água. Lá, encontramos novamente os mesmos brasileiros vindos do Rio Grande do Sul que estavam viajando de moto, com os quais tínhamos encontrado em San Sebastian. Compramos frango assado, arroz colorido, cenoura ralada e comemos na própria cabana. A Mabel (dona do chalé) achou engraçada a forma de os brasileiros agradecerem dizendo obrigado. Ela perguntou o motivo. Segundo ela, obrigado é quando a pessoa tem que fazer algo por obrigação. Ela tem razão. Porém, a nossa Língua Portuguesa possui peculiaridades que às vezes não dá para explicar. Como explicar, por exemplo, a um estrangeiro que pois não quer dizer sim? 6/1/2007 - USHUAIA (AR) / PUERTO NATALES (CHI) 8h20 Despedimo-nos do Roberto e da Mabel, donos do chalé, e da cadela Sofia (esta virou nosso mascote. A partir desse ponto, começaríamos a nossa viagem de volta, cujo trajeto, na maior parte, se passaria em terreno chileno. Na saída do Ushuaia, pudemos observar melhor a paisagem, pois era dia e não estava chovendo tanto quanto no dia em que chegamos. Não dá para descrever a beleza do local. Para qualquer lugar que se olhasse, é como se avistássemos um cartão postal ao vivo e em cores. Percebemos que havia mais neve no topo das montanhas e o tempo estava bastante nublado. Sinal de mais frio. Mas, comparado ao dia que chegamos, estava até quente: 7º. 9h49 Após sairmos das montanhas, a temperatura começou a subir, fazendo 10º. Vimos, na estrada, viajantes de bicicleta em direção ao Ushuaia. Já imaginou o frio que iriam passar? Na rádio, passava uma música dos Paralamas do Sucesso, mas, desta vez, uma versão. 10h33 Passamos por mais viajantes de bicicleta. 12h05 Paramos para o Marcelo tomar um red bull para espantar o sono e, novamente, passamos por outro ciclista. Pelo jeito, deve ser um modo comum de se viajar por lá. 12h45 Paramos na aduana (saída da Agentina). 14h Entramos na aduana chilena (entrada do Chile) e deixamos a aduana às 15h10. Paramos para almoçar (eu roxa de fome). Pagamos caro, (PA) 105,00 em dois pratos e um hambúrguer, em San Sebastian. 16h10 Entramos na estrada de rípio e, cerca de quinze minutos depois, tivemos que parar os carros para a passagem de um rebanho de ovelhas. Acho que nunca vi tantas ovelhas reunidas. 16h50 A temperatura já estava em 17º. 18h Saímos do rípio e fomos para a Bahia Azul pegar a balsa para a travessia do Estreito de Magalhães, saindo da Terra do Fogo, que deixaria saudades. No porto, tivemos que esperar bastante. A balsa sai de hora em hora. A nossa sairia às 19h, porém, quando há caminhões de combustível, eles atravessam sozinhos. E foi justamente na nossa vez. Fizemos a travessia às 20h. 20h30 Chegamos à cidade e aproveitamos para jantar logo. Foi uma excelente idéia. O trecho que enfrentaríamos até Puerto Natales seria longo. O termômetro registrava 11º. 21h46 Presenciamos um por do sol lindo em território chileno. É de um dourado intenso, contrastando com o azul do céu. Não poderíamos deixar de registrá-lo com nossa máquina, é claro. Estávamos com o nível de combustível bem baixo e rezamos para encontrar um posto. O carro apresentou mais uma pequena avaria: além da lente do farol de milha quebrada, da porta traseira direita empenada, do ponteiro de combustível com defeito, do espelho redondo do retrovisor arrancado, apareceu uma lasquinha (furinho) no pára-brisa e uma das lâmpadas do mostrador do ar condicionado também queimou. 23h Paramos para abastecer. Desci para ir ao banheiro. Paguei (PA)1,00 e recebi 50 centavos chilenos de troco. Os chilenos não se dão muito bem com os argentinos, ao menos foi a nossa impressão. Ao comentarmos que o preço da gasolina no Chile era mito alto, enquanto na Argentina, país vizinho, era bem baixo, O chileno que nos atendeu no posto disse que ...Los argentinos pagam 0,30 centavos de dólar en el preço de la gasolina, pero comem mierda.... No caminho, atropelamos algo duro, como se fosse o corpo de algum bicho já morto. Pelo mau-cheiro que ficou no carro, horrível, imaginamos que deveria ser um Gambá morto. Se havia alguém dormindo no carro, acordou na hora! 1h Chegamos a Puerto Natales e fomos procurar hotel. Todos estavam na faixa de 130 dólares por quarto e, pior de tudo, não estávamos encontrando vaga. Acabamos tendo que dividir o grupo. A d. Darlete e o seu Moacir ficaram em um hotel mais próximo da entrada da cidade. O dono deste Hotel foi simpático, ligando para saber se encontrava vaga em outros hotéis para O restante do grupo. Ficamos hospedados no Hotel Laguna Azul (Manuel Baquedano 380. Fone: 411207), mais para dentro da cidade. Nossa família (4 pessoas) pagou a conta de U$240,00 pelos dois dias (1 quarto para o casal e um quarto para 2 pessoas). O local é bom e tranqüilo, mas os carros ficam na rua. A cidade, todavia, também é tranqüila. Em muitos locais no Chile cobra-se em dólar devido ao turismo local. O custo de vida no país é bastante elevado. Paga-se caro por gasolina, hotéis e comida. Fomos dormir às 2h da madrugada. 07/1/2007 PUERTO NATALES (CHI) 500 PESOS CHILENOS = 1 DÓLAR (que equivalia em
jan/2007 a R$2,20) (usaremos a denominação (PC) antes do valor para diferenciar a moeda
dos países). Para facilitar: quando estávamos sem
calculadora, cortávamos mentalmente os zeros do valor em peso e dividíamos por 2
(chegando ao valor em dólar). Depois, era só multiplicar por 2 para se ter uma média do
valor em real. Ex: 15.000 (PC) = 15X2 = 30 dólares (o que dava
mais de R$60,00). Outra alternativa: cortar os zeros do peso
chileno e multiplicar por 4 (já dá o valor aproximado em real). Ou ainda: usar a calculadora e fazer o
cálculo exato. Era domingo. Tomamos o café da manhã. No Chile, o café é mais farto que na Argentina, não é como no Brasil, mas tomamos iogurte, comemos queijo, presunto e bolachas. Depois, fomos buscar a d. Darlete e seu Moacir para irmos para o parque Torres del Paine, que fica a cerca de 148 km de Perto Natales. Eles encontraram um hotel por um preço melhor e resolveram mudar do que estavam. Acabamos saindo um pouco mais tarde do que o previsto. A estrada estava em reforma e, portanto, pegamos apenas um trecho com asfalto, com alguns desvios. O asfalto deles é de concreto, cerca de 20cm de altura. É colocado em placas e reforçado para agüentar neve e abalos sísmicos que acontecem na região. No lado esquerdo, avistamos uma placa indicando a existência de um campo minado no local, que é cercado. O restante da estrada até o parque era terra mesmo. Mas valeu o esforço. 12h40 Na estrada para o parque, paramos no Lago Sarmiento para fotografar. É lindo! O tempo estava bom. Fazia 17º e sem vento, o que é bom. 13h Cruzamos com guanacos. Um deles estava amamentando o filhote na estrada e tivemos que esperar um pouquinho para eles saírem. Uma gracinha! 13h10 Chegando ao parque, vimos uma raposa bem mansa, parecia até cachorro comendo pedaços de pão que as pessoas jogavam. Fotografamos, é claro. O tempo estava quente, fazia 21º. Compramos nossas entradas e ganhamos mapa do local. O parque é muito grande e iríamos precisar mesmo! Valor da entrada no Torres del Paine: (PC) 15.000 por pessoa. A paisagem é de tirar o fôlego. O nome dado ao parque, Torres del Paine, significa torres azuis na língua indígena local. Não é difícil descobrir o motivo. São montanhas lindas, realmente azuis, cercadas por uma paisagem paradisíaca. No meio das montanhas, há duas que realmente são mais retas e lembram duas torres azuis. 14h Paramos para almoçar em um hotel com uma vista fantástica. Foi o primeiro hotel a ser construído dentro do parque. Eu já estava faminta e o restaurante já ia fechar. Porém, o Marcelo conversou com o dono e ele disse que, se quiséssemos, ele nos atenderia, mas seríamos os últimos daquele dia. Não quisemos arriscar e procurar por outro restaurante, senão eu iria passar mal novamente. A família Monteiro resolveu seguir adiante e acabaram encontrando almoço em um camping. O almoço no hotel, para nós quatro, ficou em (PC) 34.000, ou seja, 68 dólares, mas valeu cada centavo pago. A comida não é farta. Porém, almoçamos arroz árabe com castanhas, frango com molho amarelo e salada, tudo muito bem temperado. Estava uma delícia. Foi a melhor comida que eu já havia experimentado até ali em território chileno e argentino. Além disso, tem a paisagem que é um espetáculo. Para se chegar ao hotel/restaurante, atravessa-se uma ponte de madeira. O restaurante é dentro de um lago paradisíaco, possui enormes janelas de vidro, de onde se vê montanhas com o topo coberto de neve ao fundo, coisa de cinema! Fomos nos encontrar com o restante do grupo no camping, compramos postais e continuamos o nosso passeio. No parque, há muitos lagos. Há no ar, ainda, um perfume delicioso que descobri vir de umas flores amarelas miudinhas, que nascem em pequenas moitas verdes, às margens do lago. Pelo mapa, vimos que o parque é enorme, com vários locais para se conhecer. Porém, como chegamos muito tarde e não daria tempo de ver tudo (seriam necessários dois dias), optamos por conhecer o Lago Gray, de onde se podiam avistar os glaciares. Para visitarmos o lago, estaciona-se o carro no hotel local. Aproveitamos para tomar chocolate quente no bar do hotel. Lá, encontramos quatro brasileiros, moradores de São Paulo que estavam conhecendo a região, um deles de apelido jabuti. É preciso atravessar, a pé, certa ponte de madeira sobre um rio e cruzar um caminho cheio de árvores altas para se ter acesso à margem do lago. Compensa a pequena caminhada pela beleza do local. No lago, dá para ver enormes pedaços de gelo (azuis) que se desprendem das geleiras e vão descendo lentamente. Alguns pedaços de gelo chegam até a margem do lago e dá para pegá-los. Conseguimos lindas fotos ali. 21h40 Já no horário de deixarmos o parque, seguimos para o outro lado deste e fomos ver as torres del paine. A vista é maravilhosa. Paramos, é lógico, para fotografar. Vimos dentro do parque uma planta que dá frutinhas escuras. Descobrimos que seu nome é el calafate e faz uma geléia escura que, diga-se de passagem, é uma delícia. É o nome dado também à próxima cidade que iríamos visitar de acordo com o nosso roteiro. Deixamos o parque com o coração apertado e aquela sensação de quero mais. É um lugar que com certeza voltaremos com mais tempo para conhecer por completo. 22h20 De volta, na estrada de rípio, rumo ao hotel. Estávamos muito cansados, a água no finalzinho e sem comida. Precisávamos nos organizar melhor. Estávamos acordando cedo, mas chegando muito tarde aos lugares, mesmo nas cidades. Pedimos pizza e depois fomos dormir. Combinamos de acordar cedo. 08/1/2007 PUERTO NATALES (CHI) / EL CAFALATE (AR)
7h15- Acordamos, tomamos nosso café da manhã e, enquanto aguardávamos a Rose, o Ari e o Lucas acordarem, fomos carregando o carro para partirmos. Um chileno, ao estacionar, dando ré, acabou batendo no nosso carro, ainda bem que não chegou nem a arranhar. Descobrimos, porém, que a trava elétrica da porta estava fazendo um barulho ao abrir, como o relincho de um cavalo. Acabamos saindo às 10h40 do hotel. Paramos para comprar água e pães com mortadela. Tivemos dificuldade em encher os pneus do carro na cidade. 11h20 Deixamos a cidade de Puerto Natales rumo a El Calafate, ao som de Roberto Carlos, Detalhes. Fazia 17º. 11h35 Entramos na estrada de rípio (a mesma que vai para Torres del Paine). 12h25 Resolvemos almoçar na cafeteria El Olvejo. Tínhamos tomado café às 7h30 e já estávamos todos com fome. Além disso, é ao lado da aduana e esta poderia demorar muito. Como a família Monteira não estava com fome ainda, reunimos os componentes do grupo e resolvemos que eles seguiriam na frente, já passando pela aduana. Não teria problemas, pois estávamos com o rádio-comunicador e todos tinham o roteiro e sabiam que a próxima cidade seria El Calafate. Na cafeteria, nós pedimos salmão, arroz e palmito. O salmão era uma delícia, enorme, fresquinho e bem temperado. Observei que no Chile a gente morria na grana, pagamos (PC) 17.000,00 na conta (34 dólares), mas a comida era mais temperada que na Argentina, lembra mais a nossa comida brasileira. Fomos avisados lá que deveríamos ter mais cuidado quando passássemos por Santiago, pois, por ser cidade grande, era mais perigosa. 13h40 Paramos na aduana (Fronterizo Cerro Castillo). A aduana Argentina estava super tranqüila e o pessoal foi bem simpático. Fizeram brincadeira conosco e disseram que conheciam o nosso país. Em certo trecho, já na estrada, observamos por vários quilômetros canos pretos na lateral da pista. Deveria ser para a construção de algum oleoduto. Não descobrimos se era isso mesmo. Tentamos contato com o Ari e não conseguimos. 14h40 Passamos por estrada que indicava El Calafate, mas a estrada era de rípio e não sabíamos se era aquela mesmo. Paramos para perguntar. Os argentinos nos informaram que era seguindo em frente na pista de asfalto onde estávamos. 14h55 Chegamos em um trevo, numa cidadezinha chamada Esperanza. Havia na placa a indicação para Rio Galego e, por outro lado, El Calafate a 147 Km. A estrada de rípio era realmente a mais curta. Mas, já era tarde demais para pensar nisso e seguimos em frente. Até seria melhor ir por estrada de asfalto, afinal, apesar de o percurso ser mais distante, o carro roda numa velocidade maior, o que daria quase no mesmo. 15h30 Vimos na pista a bifurcação daquela estrada de rípio que deixamos de pegar. Provavelmente o Ari seguiu por ela. Tentamos contato com ele novamente e nada. Tentaríamos na cidade. 16h A 60 km de El Calafate, paramos num mirante que dá para ver o Lago Argentino. Uma visão muito bonita. 16h40 Chegamos em El Calafate. Cidade pequena, porém, aconchegante, com construções de madeira, típica, pelo que pude notar, de regiões mais frias. Conseguimos fazer contato pelo rádio-comunicador com o Ari. Ele realmente havia seguido pelo rípio e chegado mais cedo na cidade. Já havia alugado uma cabana para eles. Então, fomos ao posto turístico da cidade (fica no terminal de ônibus, Av. Julio Roca) e conseguimos alugar uma para nós também, não no mesmo local que a deles, pois não havia mais vagas, mas não muito distante dali. O nome do lugar é Cabañas Del Sol, na Avda. Libertador 1956 (9405). Fone (02902) 493439. É uma cabana bem simples, porém limpinha, e iríamos passar apenas uma noite. Deu para dormir bem. 20h Jantamos na cidade. Fomos a um locutório ligar para o Brasil. Depois, o Marcelo e o Matheus ficaram acessando a internet e eu com o Vítor fomos andar pelas lojas. Não fomos muito longe, pois eles fecham às 22h.
09/1/2007 EL CAFALATE (AR)/PEDRA BUENA (AR) Tomamos o café da manhã na cabana. Já tínhamos comprado sucos, frutas e pães no mercado, pois não servem café nas cabanas. Depois, já deixamos a cabana quitada (PA)140,00. Isso porque, de manhã visitaríamos o Parque Nacional los Glaciares e, à tarde, partiríamos para Rio Gallegos. Já deixamos as bagagens nos carros. 8h15 Saímos para visitar o Parque Nacional los Glaciares, que fica a 73 km de El Calafate.
A estrada para o parque é margeada pelo Lago Argentino, que é o maior lago
pertencente exclusivamente à Argentina e o terceiro maior da América do Sul.
Pagamos para entrar no parque: (PA) 30,00 por pessoa. 9h55 - Choveu no caminho, o que fez a temperatura
abaixar para 6º.
Após 30km de estrada de rípio, chegamos no ponto máximo para se ver a geleira.
São vários glaciares no parque.Decidimos ver o Glaciar Perito Moreno, por ser o mais famoso. É um dos únicos dois
glaciares que se deslocam na América do Sul e um dos poucos do planeta. Soltam-se blocos
de gelo que descem o Lago Argentino.
No local há passarelas de madeira de onde se pode observar a geleira. Ela é
imensa, com várias torres brancas com frestas azuis. Possui mais de mil anos. Ouvem-se
pequenos estalos de vez em quando, como se fosse um tiro, e um pedaço da geleira cai.
Raramente, porém, acontece uma ruptura muito grande que pode durar por horas. Dizem que
é impressionante. A última foi em 2004. O barulho é tão grande que pode ser ouvido de
El Calafate, a 80 km de distância.
Faz muito frio no local. Ainda bem que fomos preparados, levando toucas, luvas
blusas e segunda pele. É preciso levar também capas de chuva.
No local, tem como tomar chocolate quente para esquentar. 12h05 Saímos do rípio, mas, ainda no parque,
observamos blocos de gelo descendo o Lago Argentino. 12h15 Passamos por brasileiros vindos de
Blumenau/SC, estavam num motohome feito de kombi, de nome Caramujo I, e um
Fiorino. 12h25 Deixamos o parque e almoçamos em El
Calafate.
Na saída do restaurante, um cachorro enorme, peludo, começou a nos acompanhar.
Ele queria ser adotado. Nós entramos numa loja e ele ficou nos aguardando do lado de
fora. Quando saímos, ele continuou a nos seguir. Foi assim até atravessarmos a pista
para pegar o carro. O cachorro chegou a latir e tentar morder um carro que passou perto do
Marcelo, para protege-lo. Nós entramos no carro, partimos e ele ficou sentado com olhos
tristes quando partimos. 15h20 Deixamos El Calafate rumo a Rio Gallegos. 17h10 Paramos na cidade de Esperanza para
abastecer os carros, tomar café e comprar Redbull. A Rose não estava se sentindo muito
bem. Estava com cansaço, dor de cabeça e no corpo.
Vimos, na estrada, uma ema com filhotinhos e mais à frente, vimos outra com 16
filhotes. Fotografamos, é claro! 18h O Ari conversou conosco e decidimos alterar
o nosso roteiro e dormirmos em Pedra Buena, ao invés de Rio Gallegos para adiantar o
percurso. 19h16 Começou a ventar muito e o tempo estava
bem fechado. Pegaríamos chuva. 20h Chegamos em Pedra Buena. Mas acabamos dando
um jeito e conseguimos uma cabana para 4 pessoas e o Ari ficou em outro hotel com o seu
pessoal.
Comemos numa pizzaria na cidade, bem simples, mas a comida era boa e barata.
Combinamos de nos encontrar às 8h no posto YPF para tomar café e seguirmos viagem até
Comodoro Rivadavia. 10/1/2007 - PEDRA BUENA (AR) / COMODORO RIVADAVIA (AR) 8h40 Já havíamos tomado café. O Ari conversou
conosco que eles seguiriam depois, pois acordaram mais tarde e ainda iam tomar o café.
Agente se comunicaria na estrada, ou, caso nos perdêssemos, o encontro seria na próxima
cidade, Comodoro Rivadavia. Deixamos Pedra Buena. 12h15 Paramos para almoçar em Fitz (não tem
posto de gasolina no local). É apenas um vilarejo, na beira da estrada, que fica antes de
Caleta Olívia, e foi difícil achar lugar para comer. 12h40 Ainda estávamos esperando o almoço,
quando o Ari entrou em contato conosco pelo rádio e nos encontrou.
O Ari propôs ao Marcelo para alterarmos o roteiro e não dormirmos em Comodoro
Rivadavia e, depois, pular a cidade de Esquel, que ele achava que não tinha muita coisa
para conhecer, e ir direto para Bariloche. A Rose iria ter que retornar para trabalhar e
eles estavam preocupados com isso. Ela ia pegar o vôo para o Brasil em Santiago. Queriam
antecipar o roteiro para chegar mais cedo.
O Marcelo, porém, explicou que estava muito cansado e precisava descansar,
principalmente o dia em que ficaríamos em Esquel e achava melhor continuarmos seguindo o
roteiro. Seguindo o roteiro, o tempo já estava sempre apertado. Se começássemos a pular
algumas cidades, fisicamente seria quase insuportável.
Decidimos todos, então, dormir em Comodoro Rivadavia. 16h Chegamos a Comodoro Rivadavia e fomos
procurar hotel. É quase impossível. E olha que chegamos cedo! A cidade tem exploração
de petróleo e passa muita gente por lá. Ficamos quase duas horas e meia procurando
hotel. Depois de ligarmos em vários lugares, do orelhão, conseguimos pegar as últimas
vagas de hotel da cidade. Cada família ficou em um diferente.
Nós ficamos no Hotel Las Torres. Pedimos o jantar pelo telefone e comemos no
próprio hotel. 11/1/2007 - COMODORO RIVADAVIA
(AR) / ESQUEL (AR) 9h
Deixamos a cidade de Comodoro Rivadavia.
Nas estradas, percebemos que morrem muitos animais atropelados, principalmente
coelhos. Contei 5 coelhos mortos em 40 minutos de estrada.
Passamos por várias máquinas de extração de petróleo. É interessante vê-las
trabalhar. Parecem robôs com longos braços finos e cabeça oval. À medida que os
braços se movem, como se estivessem levantando algo, a cabeça acompanha o movimento para
cima e para baixo. São muitas, e com cores e marcas diferentes. 11h30 Pegamos um trecho com asfalto remendado e
alguns buracos. 11h35 Passou um caminhão pela gente e acertou
uma pedra grande no vidro. Ficou uma bola no local. Sorte que o pára-brisa não quebrou
completamente. 11h38 Entramos em estrada de rípio e, cinco
minutos depois, saímos dela. A pista neste trecho estava muito estragada. 12h50 Rodamos já 360 quilômetros desde que
deixamos Comodoro Rivadavia e não passamos por nenhuma cidade ou posto de gasolina. Foi
bom termos decidido dormir lá, além de termos trazido lanches e água.
Ficamos um tempão rodando sozinhos na pista, apenas com um carrinho antigo branco
atrás, um pegeout 205. Acabou por nos acompanhar na pista deserta. 13h05 Finalmente encontramos uma cidade, de
nome Gobernador Costa, e paramos para almoçar. O seu Moacir não estava passando muito
bem e não quis almoçar. Sorte que eu estava com uma maçã e ele conseguiu comê-la. 14h30 Deixamos a cidade. A próxima seria
Esquel que ficava a cerca de 190 km dali. 16h Chegamos a Esquel e fomos ao posto turístico
pedir informação sobre acomodações. Conseguimos uma cabana muito boa na Nativa Cabanas. Parecem chalezinhos de madeira, um ao lado do outro,
com estacionamento no local. No andar de cima, há cama de casal, com o espaço pequeno
mas bem arrumado, possui criado mudo, armário e, após uma divisória,
encontra-se uma beliche com armário ao lado também, tudo limpinho. No andar de baixo,
está localizado o banheiro, uma salinha com mesa e quatro cadeiras, tv, geladeira,
fogão, utensílios, etc. É pequeno, porém funcional.
A família do Ari resolveu procurar por outra cabana, e encontraram uma, não muito
distante dali, bem arrumada também. Eles eram em 5, dois casais, e procuraram uma cabana
maior, com quartos divididos.
Acabamos não marcando nada para mais tarde e cada família fez a sua própria
programação. 17h Nós saímos para tirar dinheiro e, depois de
umas quatro tentativas, conseguimos sacar.
Fomos ao mercado La Anônima, compramos algumas coisas e decidimos
fazer o jantar na cabana mesmo.
Tivemos um jantar maravilhoso: Arroz com carne picada dentro, bem temperado, à
brasileira, tomate em rodelas com cebola e, para acompanhar, suco de maçã Baggio.
12/1/2007 - ESQUEL (AR) - FOTOS
Tomamos café na cabana e o restante do grupo passou por lá, às 9h20 para fazermos um passeio ao Parque Nacional Los Alerces, que fica a cerca de 30km de Esquel. Próximo à entrada do parque, o exército argentino nos parou e pediu a identidade, o documento do carro, a carta verde e, finalmente, depois de quase 9.000km rodados, a carteira internacional de habilitação do Marcelo. 10h40 Perto da entrada do parque, uma argentina que vinha do lado oposto nos parou, desceu do carro e nos presenteou com dois ingressos para entrarmos no parque. É claro que eu fiquei desconfiada, mas, não é que valiam mesmo? Acabamos pagando apenas uma entrada para o Matheus, pois o Vítor não pagava (13 anos). Valor da entrada para adulto no parque: (PA) 6,00. Logo na entrada do parque, há um pequeno museu com utensílios domésticos bem antigos e alguns animais empalhados. A área é gramada, com diversos pés de pinheiro. O interessante é que estes já nascem enfeitados, com bolas na ponta, interessante! Há no parque um local bem alto, de onde se tem uma vista maravilhosa. Para se chegar até ele, passamos por um lugar bem florido, com várias lupitas coloridas, as mesmas do Ushuaia. Podemos ver também, no caminho, uma parede de pedra contendo pequena pintura rupestre. 12h50 Paramos para almoçar num restaurante na Hostería Quimé Quipán, língua indígena, que significa bienvenidos, ou seja, bem-vindos. Fica às margens do lado Futarauque, com uma visão fantástica. O dono do restaurante é o Carlos, muito simpático e atencioso. Pedi para o almoço truta, que estava bem gostosa. Porém, caímos na besteira de pedir também parrilhada. Parrilha significa churrasco, logo, achávamos que Parrilhada significava churrascada, ou seja, que serviriam lingüiça, frango, carne de vaca, de porco, assim como é no Brasil. Ledo engano. A parrilhada deles é um monte de carne bem gordurosa, tipo rim, língua, chouriço etc. São carnes escuras, um tanto macabras, para o nosso gosto, que não deu para identificar direito. São servidas numa chapa fumegante. Só deu para comer algo que parecia ser lingüiça. O gosto estava bom, bem temperadas. Nós não conhecíamos o prato e não estamos acostumados com aquele tipo de comida tão gordurosa, mas é tida como uma iguaria, muito apreciada na cidade. 14h50 Conhecemos a Bahia Rosales dentro do parque ainda. O parque é muito bonito. Há lagoas bem azuis com montanhas com pico de neve ao fundo. A cor é diferente da dos lagos de Torres del Paine, no Chile. Estes possuem um tom verde claro bem forte. Aquelas são bem azuis. Às margens do lado, há pedras redondas grandes e pequenas de várias cores: verde, amarelo, marrom, preto etc. 17h deixamos o parque e decidimos nos reunir à noite para fazer uma macarronada com carne moída e tomar vinho. Passamos no mercado La Anônima, em Esquel, para comprarmos os ingredientes. Perto do estacionamento do mercado, vimos uma árvore que dá umas bolinhas vermelhas e possui uma folhagem recortada verde, aquela que se usa muito para enfeites no Natal. Aliás, Esquel parece a cidade do Natal. Muitas coisas nos fazem recordar dele: os pinheiros que já nascem com bolinhas, esses ramos com bolinhas vermelhas e, logo na entrada da cidade, há um boneco gigante de neve, com cachecol vermelho. Fizemos o macarrão na cabana da Rose e do Ari, pois a cozinha era maior e caberia todo o grupo. Ficou uma delícia a macarronada acompanhada de vinho argentino, seco, mas gostoso. No dia seguinte, seguiríamos para Bariloche. A Rose não estava passando muito bem, ainda estava gripada, e dormiria até mais tarde. Nossa família seguiria na frente e entraríamos em contato no centro da cidade. 13/1/2007 - ESQUEL (AR) / BARILOCHE (AR) 9h Deixamos Esquel sozinhos. Fomos parados na saída da cidade para apresentar documentação. 10h37 No caminho, vimos um carro do corpo de bombeiros. Lá eles possuem a cor amarelo limão. Passamos por uma cidade bem grande, de nome El Bolson, onde fizemos uma pequena parada. A paisagem até Bariloche começou a mudar bastante depois de certo ponto. Avistamos muitos pinheiros subindo as montanhas, até perder de vista, e ainda lupitas. Passamos pela fiscalização na entrada do Parque Nahuel Huapi, já bem próximos a Bariloche, e não fomos parados. 11h50 Avistamos o Rio Limay à esquerda da estrada. No trecho que vimos, a água é parada, formando um espelho da paisagem com montanhas, é de tirar o fôlego! À direita, via-se, em vários trechos, o lago. Quando se entra na cidade, todavia, pelo caminho que pegamos, a impressão que se tem não é boa. Isso porque entramos por um lugar bem simples, como se fosse a periferia da cidade, ruas inclusive sem pavimentação, e achávamos que Bariloche toda era daquele jeito. Ao chegarmos ao centro, mudamos a impressão anterior. A cidade é uma gracinha, aconchegante, com construções em madeira, cheia de lojas e de frente para o lago. Em Bariloche, há lago para todo lado que se vai. 12h30 Almoçamos e fomos até o posto turístico na praça cívica. Lá, eles nos derem uma listagem de várias cabanas e hotéis da cidade para ligarmos. Praticamente em todos os lugares que ligamos não havia vaga. A cidade estava lotada. Ainda bem que havíamos chegado cedo na cidade. Acabamos, por medo de não encontrar outro lugar, por garantia, alugando os fundos de uma casa bem simples, com carpete velho e local abafado. Tivemos que pagar (PA)360,00 adiantados, peles três dias, conforme o roteiro. Mais tarde, já no centro novamente, resolvemos, mesmo assim, tentar outro lugar, até que, finalmente, encontramos um departamento, espécie de apartamento. Resolvemos arriscar para ver se o local era melhor. Quase não conseguimos encontrar. Apesar de ser mais perto do centro da cidade, o endereço é difícil. Foi uma surpresa: o local era uma gracinha, a casa ficava nos fundos de um lote, com outra construção na frente para aluguel. Porém, era bem arrumada, cheirando a limpeza, como se fosse uma casinha de boneca, toda mobiliada, inclusive com piano, máquina de lavar roupa e, no fundo da casa, o som do rio. Apareceram várias pessoas interessadas na casa, porém, a Sônia, proprietária, nos disse, posteriormente, que só alugaria para família, e não grupos de pessoas, solteiros, pois era a casa em que ela morava e tinha medo que estragassem alguma coisa. 16h Tivemos que passar por uma situação muito chata. Voltamos à primeira casa (aquela do carpete). Morrendo de vergonha e com o coração partido por causa da dona Sofia (dona da casa), tivemos que dizer que não poderíamos ficar lá, porque os nossos filhos tinham bronquite e não poderiam ficar em ambiente com carpete. Ela não fez cara feia. Disse que ficaria (PA)60,00 pelo prejuízo sofrido, o que era justo. Devolveu (PA)150,00 e pediu para passarmos no dia seguinte para pegarmos o restante, (PA)140,00. (Voltamos lá várias vezes e ela sempre sorrindo, simpática, tinha uma desculpa diferente. Pediu o número da nossa conta no Brasil para fazer o depósito... É claro que nunca mais vimos a cara do dinheiro! ). Com a questão resolvida, voltamos para a casinha de boneca, deixamos nossas coisas e saímos para o centro da cidade. 18h Passeando pela cidade, conseguimos contato com o Ari. Encontramos com o pessoal e acertamos de, à noite, irmos à cabana deles para combinar o passeio do dia seguinte. Isso porque nossos horários não bateram, pois iríamos jantar dali a algum tempo e eles haviam acabado de almoçar, então nos veríamos mais tarde. Fomos ao shopping e almoçamos por lá, no Rock Chicken. Já na cabana deles, combinamos de nos encontrar na manhã seguinte, às
9h30, no Posto Petrobrás para passearmos. 14/1/2007 - BARILOCHE (AR) 9h30 Encontramos com o pessoal. Eu, o Marcelo e os meninos queríamos subir até o Cerro Otto de teleférico, o que para nós era algo novo (nunca andamos de teleférico antes e, como em Brasília não há teleféricos, aquela seria uma grande oportunidade). A família do Ari preferia ir de carro, pois para eles não era novidade, pois são cariocas e já estão acostumados com o bondinho do Pão de Açúcar. Bem que o Lucas, nosso afilhado, quis subir conosco, mas achamos melhor não levá-lo, pois seria uma grande responsabilidade e não sabíamos se seria uma subida perigosa. Decidimos então nos encontrar em cima do Cerro. Realmente, o teleférico faz um percurso bem alto, perigoso, e vimos que só cabiam quatro pessoas por bondinho. O complexo teleférico Cerro Otto é grande, há uma confeitaria giratória (gira bem devagar, de forma quase imperceptível), museu, e outras dependências. Antes de sairmos do ambiente fechado para avistarmos a paisagem e fazermos a caminhada (dá para se avistar Bariloche bem do alto), paramos para tirar foto com cachorros da raça São Bernardo, apelidados de gordão e Rita. A foto ficaria pronta dali a uma hora. 11h10 Quando saímos ao ar livre, avistei o carro do Ari, bem à distância, no pé da subida para o Cerro. Tentei acenar, mas como a distância era muito grande, acho que eles não viram. Tentamos contato pelo rádio comunicador e nada de sinal! Fizemos a caminhada ao lado do Cerro, que desce umas escadas e segue até um local bem alto, de onde se vê a cidade ao longe. Linda visão! Continuamos tentando sinal com o Ari. Acho que nos desencontramos e eles acabaram indo embora. 13h voltamos para a cidade e fomos almoçar. Tentamos contato novamente e nada! Almoçamos em um restaurante mexicano, que serve uma comida muito boa. È só pedir algo que, segundo o cardápio, non pica quase nada, o que significa que o prato é praticamente sem pimenta. Comemos uma deliciosa carne, salada e uma maionese feita com abacate (uma delícia!). 14h30 Tentamos contato com o restante do grupo e nada! Pegamos alguns folhetos e fomos passear às margens do lago Nahuel Huapi, lindo, mas gelado. Ficamos lá e depois fomos para o Museu Geológico e Paleontológico Rosendo Pascual, próximo ao Lago Gutiérrez. Foi difícil achar, porque o local é pequeno por fora, comparado a outros museus. 16h Entramos no museu. È impressionante. Do lado de fora não se dá nada por ele. É um museu pequeno, com entrada simples. Porém, lá dentro, vimos pedras preciosas raríssimas expostas, inclusive em uma delas há ainda o ouro incrustado. Vimos fósseis impressionantes (um deles possuía uma placa que indicava 450 milhões de anos). Há, no local, ossos de dinossauro, excrementos petrificados do bicho (precisam ver o tamanho!), dentes de animais pré-históricos, moluscos. Acompanhando os visitantes, vai o Sr. Rodolfo, historiador e dono do museu, explicando cada detalhe e a origem das peças (uma verdadeira aula de história!). Ele disse que muitas peças foram recolhidas da Ilha de Páscoa, da própria Bariloche e de outros lugares. Vale à pena fazer uma visita ao museu. Na saída do museu, tivemos, de lambuja, uma aula sobre a política Argentina do governo Menem, contada pela esposa do Sr. Rodolfo. Ela, como outros argentinos, refere-se ao presidente Menem como aquele homem, não dizendo o nome, pois acreditam que dizê-lo traz má-sorte. Segundo nos contou, naquela época, o governo fixou paridade entre o peso argentino e o dólar, ficando a inflação dois dígitos abaixo durante toda a década. Os argentinos fizeram a festa, viajaram, gastaram, esbanjaram, sob o falso anúncio de um déficit zero. Em 2001, sob o governo De la Rua, que ela não citou o nome, houve restrição de saques nas contas correntes, poupanças, salários, e o sonho acabou. Não foi como no Brasil, que, bem ou mal, tivemos o dinheiro de volta. De acordo com o relato dela, eles jamais viram esse dinheiro novamente. A crise chegou para os argentinos. Muitos lojistas fecharam as portas, extremamente individados. Os que tinham dinheiro, não tinham o que comprar. Houve desespero geral. Os argentinos se revoltaram, muitos passaram fome, a ponto de saquearem caminhões de alimentos. Foi o caos no país, situação que eles jamais se esquecerão. Em suas palavras: ... os argentinos fizeram a festa e agora estão pagando a conta.... 17h Já no centro de Bariloche, finalmente conseguimos contato com o Ari (ele ligou). Eles realmente foram ao o Cerro Otto, como combinado, mas acabamos nos desencontrando por lá. Ficamos de nos encontrar, o grupo todo, na nossa cabana às 21h. Em nossa cabana, ele nos propôs que ficássemos apenas dois dias em Bariloche, e não os três que constavam do roteiro, pois achavam que lá não tinha muita coisa para fazer e queriam antecipá-lo. Nós já havíamos pagado os três dias de aluguel em Bariloche (fora aquele dinheiro que talvez não receberíamos de volta) e preferimos ficar para conhecer a Ilha Vitória e descansarmos um pouco. Além disso, se antecipássemos demais o roteiro, acabaríamos por não conhecer quase nada. Eles planejavam retornar em 2008, mas nós não teríamos como fazer isso. Teríamos que aproveitar o máximo do que estava planejado. Combinamos, então, que eles seguiriam para o Chile e nós nos encontraríamos às 17h no posto turístico da cidade de Osorno/Chile. Antes de dormir, aproveitamos para lavar algumas roupas porque, no dia seguinte, às 14h30, iríamos fazer o passeio até a Ilha Vitória. 15/1/2007 - BARILOCHE (AR) 9h Saímos para andar na cidade, tirar dinheiro e comprar lembrancinhas. Na hora do almoço, acabamos pagando caro e comendo pouco. Entramos em um restaurante bonito, todo em madeira. Pedimos nhoque para nós quatro e uma porção de arroz, pois o Marcelo adora e é difícil de encontrar. Apesar de ser boa, veio pouca comida e acabamos pagando PA 100,00. 14h30 Deixamos o cais rumo à Ilha Vitória. O passeio é lindo! Há belas paisagens e, no percurso, as gaivotas seguem o barco e, com muita sorte, pegam a comida em nossa mão! É bom levar uns pedaços de pão para essa finalidade, apesar de o barco oferecer lanche para vender. Na ilha, há árvores de tronco amarelado, que saem lindas nas fotos. Há um piso todo em rodelas grandes de madeira também, muito interessante. Durante o trajeto, o guia vai contando a história local. Acabamos nos afastando um pouco do grupo e ficamos sozinhos caminhando pela ilha. Encontramos uma paisagem fantástica! Do alto de onde estávamos, avistava-se, à beira mar, uma árvore branca e, logo abaixo dela, a água era cristalina, com um tom verde esmeralda bem intenso. Fotografamos, é óbvio! Voltamos para a cidade já no final da tarde. Passamos na casa da dona Sofia aquela para quem pagamos o 1.º aluguel, na casa com carpete velho e que ficou nos devendo. Ela nos deu PA 50,00, pegou o n.º da conta do Marcelo e disse que depositaria o restante, PA 100,00, na conta dele. Já era! À noite, 21h40, resolvemos comer pizza no shopping e fomos dormir, pois, no dia seguinte, seguiríamos para Osorno. 16/1/2007 - BARILOCHE (AR) / OSORNO (CHI)
9h5 Despedimo-nos da Sônia e do gato Luis. Tiramos fotos para guardar de lembrança. Ela é uma pessoa meiga, simpática e bastante prestativa. Se voltarmos a Bariloche novamente, pretendemos alugar a casinha dela novamente. Para posarem sorridentes nas fotos, os argentinos dizem uísque. No Brasil, em alguns lugares, é jegue. Deixamos a cidade e pegamos a rota nacional 237 rumo ao Chile. Percorreríamos cerca de 232 km. 11h Chegamos à aduana argentina e saímos dela às 11h55. Subimos a Cordilheira dos Andes (23º). Descemos a cordilheira, tendo a temperatura caído um para 13º. 12h20- Chegamos à aduana chilena com duas maçãs. Eles perguntaram se levávamos carnes, frutas e falamos que estávamos com as maçãs. 13h Saímos da aduana chilena sem as maçãs, é claro. Pediram para sacá-las e eles as jogaram no lixo. A uns 2 km depois da aduana, encontramos uma cachoeira bem bonita e paramos para fotografar. salto de los novios. 14h Paramos para almoçar em um restaurante na estrada, numa pousada de construção térrea, com jardim de hortências. O almoço estava muito bom. Tomamos suco de frutilla (morango) e framboesa. Pagamos (PC) 19.600,00, o que dá cerca de (PA)120,00. 16h Chegamos a Osorno e fomos até o centro turístico pegar informações sobre hospedagem. Depois de vermos alguns lugares, acabamos ficando num hotel bom (tem carpete, mas estava limpo), pagando a diária de (PC) 30.000, ou seja, 60 dólares, por um quarto para quatro pessoas. 17h Fomos à praça militar, onde fica o posto turístico, para nos encontrarmos com o restante do grupo. Esperamos por uns 40 minutos e não conseguimos encontrá-los, nem fazer contato pelo rádio-comunicador. 18h30 Finalmente nos encontramos na praça militar. Eles se atrasaram porque pegaram um caminho mais longo, fazendo uma travessia com balsa.
17/1/2007 - OSORNO (CHI) - FOTOS
8h Tomamos café no hotel. Tinha pão, presunto, queijo, iogurte e uma deliciosa torta de framboesa (considerando os outros cafés que tomamos em hotéis argentinos, tratava-se de um verdadeiro banquete). Estava ótimo! Descobrimos que o Vulcão Osorno, que iríamos conhecer, na realidade, não ficava na cidade de Osorno, mas, sim, na cidade de Puerto Varas. Ainda bem que não era tão distante de onde estávamos. 9h30 Tiramos dinheiro na cidade, fizemos sanduíches e partimos para Puerto Varas. A cidade fica às margens do lago Llanquihue. As casas e os estabelecimentos, de uma forma geral, são construídos em madeira. Podem ser encontradas ainda feiras artesanais, o que torna o local charmoso. No caminho, paramos para fotografar o vulcão ao longe, visto de uma espécie de mirante, que fica à beira do lago. Porém, precisamos ser bem rápidos, porque, no local, há uns insetos, tipo mutucas enormes, tentando nos ferroar. Os mesmos que encontramos na subida de carro para o vulcão. A subida deve ser feita com cuidado, pois a estrada é curva, não é asfaltada, há muita terra solta no local, o que faz o carro deslizar em alguns momentos. 12h30 Chegamos ao estacionamento do parque que dá acesso ao vulcão. No local, há uma boa estrutura, com lojinhas, onde se podem comprar cartões postais, lembrancinhas, roupas para frio, entre outros. Há também um restaurante, no qual decidimos almoçar por lá mesmo. A comida é boa, bem temperada. Porém, prato para um, é para um mesmo! Após o almoço, compramos ingressos para subirmos de teleférico até certo ponto do vulcão. Fomos eu e o Marcelo, o Vítor e o Matheus, o Ari e o Lucas. Seguem duas pessoas por cadeira. O restante do grupo ficou esperando nas lojinhas. O frio é intenso. Precisa levar agasalho, mas que possa ser retirado, pois a temperatura varia constantemente. É preciso ir de botas para subir as rochas e levar mochila contendo água, cereais em barra, chocolates, pois gastasse muita energia. A paisagem avistada do teleférico, no entanto, é de tirar o fôlego! No ponto onde para o teleférico, há banheiros. Vimos a cidade de Puerto Varas ao longe, com a visão do lago Llanquihue e da cordilheira dos Andes ao fundo. Vimos a cratera do vulcão, o percurso formado pelas larvas, quando, em tempos distantes, esteve o Osorno em erupção (a última erupção foi em 1850). Agora, não é apenas um vulcão adormecido. Andamos sobre rochas avermelhadas e um pó cinza. Avistamos o cume do vulcão coberto de neve mais acima. Decidimos subir até o cume, na parte com neve. O Ari não foi por medo de ser muito perigoso e o Lucas não agüentar a subida, que é muito íngreme. Ele tinha razão. Foi muito difícil subir. Precisamos parar várias vezes para recuperar a respiração e acalmar o coração acelerado. O caminho é coberto por umas pedrinhas que deslizam, como se pisássemos em comida para cachorro, o que torna a subida mais difícil ainda. Mas conseguimos. E valeu cada passada! Não acreditávamos que estávamos tão alto! (o vulcão Osorno possui mais de 2.6000 m de altura, com uma eterna neve em seu topo). Ficamos acima das nuvens. A paisagem abaixo de nós era pequena. Nós nos sentimos pequenos diante de tamanha beleza. Estávamos sós, os quatro, em cima do Vulcão Osorno, naquele lindo fim de tarde. Tiramos foto, brincamos com a neve, ouvimos o silêncio do local. Decidimos fazer uma prece, agradecendo a Deus por todo aquele espetáculo, e por podermos estar juntos lá. Pedimos a Ele que proteja o local, para que gerações futuras possam sentir o que pudemos sentir estando ali. Foi inesquecível! Ficamos emocionados! Descemos de alma lavada. Além do mais, a descida foi bem mais fácil que a subida. 18h - Deixamos o parque, após, é claro, tomarmos um delicioso chocolate quente no restaurante. 19h53 - No trajeto de volta, ouvimos a música mas que nada, de autoria do Jorge Bem, com a participação do grupo Black Eyed Peas. Na mesma rádio, fizeram um elogio à música de Marisa Monte, referindo-se àquela como fina música. No carro, ainda, ao brincarmos com a moeda chilena de 100 pesos, descobrimos que, em sua lateral, está escrito algo como pela razão ou pela força. Possuem personalidade forte os chilenos! 20h10 Voltamos ao hotel. Arrumamos nossas malas para caber no carro, coisa que estava cada vez mais difícil. Ficamos arrependidos de termos levado muita coisa. Bastava um casaco pesado por pessoa. Deveríamos ter levado apenas roupas de nylon ou tactel, que podem ser lavadas no chuveiro numa noite e já amanhecem secas. Fomos dormir. Decidimos todos mudar o roteiro para dormirmos em Pucón, e não em Villarica. O Ari decidiu ir mais tarde para Pucón. Ficamos de nos encontrar lá.
18/1/2007 - OSORNO (CHI) / PUCÓN (CHI) - FOTOS 9h15 Deixamos a cidade de Osorno. 11h30 Passamos por Villarica. Próximo à cidade, avista-se O vulcão, de mesmo nome, que é muito bonito. Do seu pico, sai fumaça o tempo todo. É um vulcão ativo. À noite, dá para avistar a claridade no topo dele. 12h10 Já quase na entrada de Pucón, paramos para ver as famosas flores feitas em madeira. São lindas, bem coloridas, parecem flores naturais. A cidade tem um certo clima de praia. Há jet ski para aluguel, uma praça bem arborizada e muito movimento de pessoas e carros caros. Alugamos uma cabana boa, de propriedade do Carlos. Cabiam 10 pessoas, mas, como não conseguimos contato com o Ari, ficamos apenas nós quatro, por (PC) 20.000,00 a diária. Tinha tudo, uma sala boa com mesas e cadeiras, TV, cozinha bem equipada, etc. 15h40 Como não conseguimos contato com o Ari, resolvemos deixar um bilhete no posto turístico da cidade. Resolvemos subir o Villarica. No caminho, quase desértico, ao subimos a montanha, erramos. Pegamos uma estrada péssima, toda cheia de pedras e buracos. Depois de muito sufoco, conseguimos voltar e encontrar o caminho correto. Quando finalmente conseguimos chegar em cima, no estacionamento, vimos que era uma grande roubada. O local estava abandonado, com teleféricos velhos, alguns caídos. Era uma construção quase em ruínas mostrando que, algum dia, ali funcionava um restaurante. Enfim, não havia como subir até o vulcão, como no Osorno. Vimos, no local, apenas um grupo formado por umas cinco pessoas com alguém que parecia ser um guia. Na realidade, ficamos sabendo dava para ir até a boca do vulcão e ver a cratera, inclusive com lavas. Só que, para subir, era obrigatório ir com um guia local e fazer uma caminhada de 5 horas. Era necessário, ainda, estar com roupas especiais e máscaras apropriadas devido à emissão de gases tóxicos. As excursões até a cratera saem por volta das 7h da manhã. Não nos esquecendo, ainda, que o Villarica é um vulcão ativo. Descemos a montanha, mortos de fome e paramos numa feirinha de artesanatos. Foi o que salvou o passeio. Fizemos um lanche gostoso e aproveitamos para comprar algumas lembrancinhas em madeira. Bom preço e bonitas! 18h Conseguimos contato com o Ari. Nós nos encontramos na pracinha de Pucón, conversamos, acertamos algumas coisas sobre a viagem. Eles desistiram de ir ao Villarica, pois contamos que não há infra-estrutura no local. Resolveram andar pela cidade. 19h Voltamos para a nossa cabana, preparamos carne com arroz e salada para comer. Mais tarde, fomos dormir. 24h Acordamos com alguém chamando do lado de fora da cabana. Era o Carlos, dono da cabana, dizendo que nossos amigos estavam chamando. O Ari estava preocupado com a Rose, que teria que voltar de Santiago para o Brasil. Disse que ficou com medo de não acharem passagem, de ela ficar sozinha, etc. Então, disse que eles resolveram interromper a viagem e voltar direto para o Brasil, cortando para Argentina e depois entrando pelo Paraná. Assim, ela teria tempo de voltar ao trabalho sem ter que faltar uns dias, como anteriormente haviam pensado. 19/1/2007 - PUCÓN (CHI) / CHILLÁN (CHI) - FOTOS
7h Acordamos e nos preparamos para seguir viagem. Agora, só a nossa família. É verdade que nós já estávamos seguindo, na maioria das vezes, sozinhos para as próximas localidades do roteiro. Acordávamos cedo para chegar ainda durante o dia nas cidades, encontrar hotel e jantar no horário. Como tenho hipoglicemia, precisava comer nos horários certos e nem sempre estávamos conseguindo isso. Eles gostavam de dormir um pouco mais e comer mais tarde. Por isso, cada grupo acabou respeitando o jeito de ser do outro e nos encontrávamos nos postos de informação turística das cidades, ou fazíamos contato com o rádio-comunicador. Assim, mesmo seguindo em horários distintos, sabíamos que nos encontraríamos para compartilhar os passeios e nos maravilhar com os locais explorados. Sentiríamos a falta deles. 10h O Marcelo parou em Chillán para trocar o óleo do carro. Enquanto isso, eu e os meninos fomos conhecer a feira Mapuche. Excelente feira de artesanatos! Muitas coisas em madeira. Comprei porta-pão, porta-panela e vários pequenos objetos. Almoçamos na própria cidade, num local bem simples. Mas a comida... foi a que mais me fez lembrar o Brasil: aquele bifinho feito na hora, bem acebolado, arroz temperadinho, salada, batatinha. Deixamos a cidade. 17h Chegamos em Chillán. A cidade é bem arborizada, as árvores chegam a formar um túnel na entrada da cidade. Como não estávamos mais tão ao sul do país, o local era mais quente e as construções já eram de alvenaria. Fomos ao posto turístico e escolhemos um hotel no centro, Hotel Quinchamali, bem localizado, próximo à feira de artesanato (enorme) e ao mercado. Com desconto, a diária ficou por (PC) 26.000,00 os quatro. Jantamos num lugar que é tipo o Giraffas no Brasil, uma rede que serve lanche e comida. A comida é boa e barata. O local chama-se Schopdog e ficamos sabendo que é uma rede que tem em várias cidades chilenas. 9h Como a feira de artesanatos já estava fechada, passamos no mercado e fomos para o hotel dormir.
20/1/2007 - CHILLÁN (CHI), SANTIAGO (CHI), LOS ANDES (CHI) / MENDOZA (AR) 8h Descemos para o café da manhã e fechamos a conta. Eu precisei com urgência ir ao banheiro. 7ª vez que passei mal fora do Brasil. Já não sabia mais se era por causa do leite, do queijo, da manteiga, que são muito gordurosos, ou outro motivo qualquer. 9h15 Deixamos Chillán e partimos rumo à cidade de Rancágua. Passamos pela rota do vinho. São várias plantações de uva e locais onde se pode comprar também. Como não entendemos muito de vinho, resolvemos comprar depois em um mercado. À medida que subíamos o país, as montanhas da cordilheira ficavam mais altas, o céu meio esbranquecido, como se uma névoa seca o cobrisse. Paramos para almoça num posto a cerca de 60 km de Santiago. 13h45 Chegamos em Santiago. Ficamos, literalmente, de boca aberta. Fazíamos a idéia de que fosse uma cidade antiga, com carros antigos. Qual foi a nossa surpresa quando nos deparamos com uma cidade movimentadíssima, prédios novos, construções modernas, praça com fonte dançante, viadutos imensos (muitos, por sinal), e muitos túneis também, com saídas para vários lugares. Tudo muito bem sinalizado. Procuramos no nosso Guia do Chile o endereço do posto turístico de Santiago e, com algumas informações, conseguimos chegar ao local. Pena que já estava fechado. Era Sábado e o posto só funcionava até as 14 horas. Resolvemos tirar, então, umas fotos na fonte dançante que vimos na praça e depois tentamos deixar a cidade. Eu disse tentamos porque foi uma missão muito difícil. Muitos túneis, viadutos que vão e vêm, toda hora errávamos, apesar de perguntarmos. É porque é difícil mesmo de encontrar. Até que Deus iluminou o Marcelo e acabamos pegando a pista al norte. 16h Enfim, conseguimos deixar Santiago e pegamos a Ruta 57 até a cidade de Los Andes. Ficou, no entanto, aquela vontade de voltar um dia e conhecer melhor aquela bela capital chilena. 16h35 Atravessamos um túnel que corta as montanhas, 2 km de distância, sem acostamento. É um pouco úmido e abafado, com um pouco de cheiro de terra molhada, devido às montanhas, mas dá para respirar... 17h Paramos na Cidade de Los Andes, última antes de subir a cordilheira e vimos um mercado Jumbo, aquele mesmo que existia no Brasil. Resolvemos comprar alguns vinhos chilenos, pois estávamos no país do vinho e não poderíamos deixar de levar algum, não é? 17h30 Seguimos viagem rumo à Cordilheira dos Andes, no ponto que liga Viña del Mar (CHI) à Mendoza (AR). Subiríamos os famosos los caracoles, como é conhecida a subida que está na parte chilena. Realmente, é tão íngreme que lembra uma escada em espiral, ou caracol. Por volta das 18h, começamos a subir. Nunca vi nada parecido em toda a minha vida. A subida é muito mais íngreme do que imaginávamos. É cheia de curvas, túneis, muitos caminhões, muitos mesmo!, fazendo uma espécie de filinha indiana, a uma velocidade máxima de 30 km/h. Achei que o nosso carro, Sènic 00/01, não subiria. Detalhe: na pista não há acostamento. Do lado do asfalto, há um estreito cascalho margeando a pista que dá diretamente no abismo, pois não há proteção lateral. É uma pista muito perigosa. Isso porque fomos no verão. Imagine no inverno, com pistas cobertas de neve e derrapando... Mesmo com correntes nos pneus, o que é obrigatório no inverno, não teria coragem de subir aquele trecho. O carro esquentou um pouco, desligamos ar condicionado, rádio, tudo que pudesse contribuir para esquentá-lo mais e rezamos para conseguirmos subir. Eram muitas curvas perigosas e, quando achávamos que havia terminado, tinha mais ainda. Essa travessia, eu diria que foi a maior aventura que passamos na viagem. Foi adrenalina pura! Realmente deu medo! Ao final da subida, deixamos o Chile, definitivamente, pelo menos, naquela viagem... Demos um pequeno tchau à comida gostosa, às frutillas, às framboesas, ao bom vinho, às paisagens deslumbrantes... É verdade que também à gasolina cara e ao alto custo de vida, mas valeu à pena! 19h Chegamos à aduana Argentina, após ter passado pela chilena. Não foi tão confuso e demorado quanto pensávamos. Há um galpão enorme, com guichês embaixo dele e, apesar de ter muita gente, o atendimento foi rápido e sem muita burocracia. Na saída do Chile, recebemos um papel amarelo para preencher (referente ao carro). No galpão, passamos pelo guichê chileno, entregamos os papéis de saída do país, que já estavam conosco, e os passaportes para carimbarem a saída. Mais à frente, passamos pelo guichê da Argentina, entregamos o papel amarelo (aquele do carro) e um branco que havíamos preenchido. Eles nos deram os papéis de entrada no país que seriam entregues dali a uns 15 km. 19h30 Saímos da aduana e paramos para comer sanduíches, pois ainda faltava muito para chegar até Mendoza. Vimos um hotel depois da aduana. 20h12 Seguimos viagem, ainda sobre a Cordilheira dos Andes. Já no lado Argentino, depois da adrenalina do lado chileno, tem-se a paz e a calmaria que emana das montanhas. 20h23 Passamos pela vistoria da Argentina e entregamos o papel branco que nos foi dado na aduana. O sol do final de tarde pintava as montanhas de dourado, contrastando com o céu bem azul, logo acima delas. Em alguns pontos, as montanhas assumem tonalidade marrom, laranja, vermelho, verde. É como se alguém derramasse sobre elas tintas com cores vibrantes e diversificadas que, em certos pontos, misturavam-se. É um espetáculo da natureza! É uma travessia que, pelo menos uma vez na vida, as pessoas deveriam fazer. O local é inesquecível! Acompanhando a estrada que contorna as montanhas, avista-se, na parte mais baixa, um pequeno rio à direita. De cima das montanhas, escorrem pequenos veios de água, frutos do derretimento da neve que se acumula no pico daquelas. 21h10 Ainda estávamos na Cordilheira. Apesar de já ser noite, a visão ainda era bela. O tempo no local é instável. Em alguns pontos, avistamos o céu bem azul. Já em outros, o tempo ficava bem fechado. 23h30 Chegamos, finalmente, na cidade de Mendoza, cidade que produz cerca de 70% dos vinhos argentinos. Apesar do horário, a cidade estava movimentadíssima. Vimos crianças em trenzinho rodando a cidade, pessoas conversando nas praças. Pagamos um táxi para nos levar a hotéis pela cidade, onde encontrássemos vaga e fosse um preço razoável. O centro da cidade, apesar de movimentado, aparentava ser um local tranqüilo, seguro para caminhar. Tanto que o motorista de táxi, quando parava para pedir informações nos hotéis, deixava o carro ligado, com a porta aberta, enquanto ia perguntar. Isso é o que eu chamo de segurança... Ele nos disse que, realmente, o local é muito calmo e que poderíamos circular à vontade na cidade. Ao nos afastar do centro, é que deveríamos tomar um pouco mais de cuidado. Ficamos hospedados no Hostel Triskel (Tel. + 54 (0261)425 22 22), situado em Salta, n.º 1904. (www.hosteltriskel.com.ar). O local é simples. Não tem banheiro privado. Mas, no andar em que ficamos, havia dois banheiros, os quais atendiam poucas pessoas. Não há estacionamento, porém, como a cidade é calma não há problemas em deixar o carro na rua. Mesmo assim, a dona do estabelecimento, Alejandra, muito simpática por sinal, cedeu-nos a única vaga em que ela guarda o próprio carro. Ela tem um cachorro, de nome Bono, que bota medo devido ao tamanho, mas que é muito dócil.
Ela nos deu muitas dicas de passeios, inclusive um mapa da cidade. Havíamos
agendado para o dia seguinte uma visita a uma das cerca de mil bodegas (nome espanhol dado
às vinículas) existentes na cidade. 21/1/2007 - MENDOZA
(AR) 8h30 Acordamos animados para visitar a bodega. Porém, o passeio furou. Era domingo e o dono do local não abriria. Decidimos, então, conhecer a cidade. Mendonza é uma cidade bem arborizada, cheia de praças, há trens elétricos circulando pelas avenidas, muitas lojas. O comércio local estava fechado, por ser domigo, mas vimos uma loja aberta: C&A. Fomos ao parque San Martín. É uma extensa área verde, com jardins bem cuidados, que corta a cidade. Paramos para conhecer o zoológico da cidade, almoçamos em um quiosque dentro do próprio parque e paramos para descansar embaixo de uma das varoas árvores existentes no local. Vimos que os moradores têm o costume de passar o dia no parque, fazendo aquele velho piquenique. Levam comida, jogos e passam o dia com a família. 16h30 Passamos em um supermercado e fomos visitar o aquário da cidade. 19h30 Após deixarmos as coisas no hostel e tomarmos um bom banho, fomos até o centro da cidade. Há na cidade um calçadão bastante movimentado, porém organizado, com, bares, lanchonetes, cafés e restaurantes. Paramos para comer em um deles e a comida estava ótima. A rua é fechada para carros e os comerciantes locais colocam as mesas e cadeiras na rua, é um verdadeiro charme! Há também uma praça central onde se podem achar artesanatos locais, lembrancinhas e também coisas bem diferentes, como arte feita com peças de relógio. É um trabalho muito bonito e diferente. São diversas barracas distribuídas pela praça, ao redor de três fontes. No local, são feitas também apresentações de dança, acrobacias, música etc. Assistimos a uma apresentação de um grupo indígena que estava tocando e cantando naquela noite. As músicas são lindas e aproveitamos para comprar o CD que foi oferecido após a apresentação. Mendoza, apesar dos seus cerca de 1 milhão de moradores, é uma cidade com cara de interior, mas com a praticidade de tudo que se encontra em uma cidade moderna. Simplesmente não se vê aquela correria do dia a dia. As pessoas ainda conversam na porta de suas casas, cumprimentam-se, relaxam, vivem! É uma cidade que, certamente, voltaremos a incluir em um futuro roteiro pela Argentina. 22/1/2007 - MENDOZA (AR) / JUNÍN (AR) 8h50 Fechamos a conta, que deu (PA) 28,00 por pessoa e deixamos Mendoza, já com o coração apertado, sabendo que sentiríamos saudades. 9h22 No caminho, vimos várias plantações de uva e várias bodegas na estrada. Passamos pela rota do vinho. 11h07 Na estrada, cruzamos com brasileiros viajando de triciclo, vindos de Florianópolis. 12h20 Paramos para almoçar. Na chegada, atravessando um posto de gasolina, passamos por um ponto mais alto no piso, o que danificou um dos pneus do carro. Formou uma verdadeira barriga no pneu. Sorte que não furou. 13h5 Após o almoço, na saída do mesmo posto de gasolina, descobrimos que o ar condicionado pifou. O gás vazou. Teríamos um calor de 33º para enfrentar até a próxima cidade. Na estrada, vimos várias plantações de milho, girassol e soja. 16h40 Fomos informados, no local em que almoçamos, que a Ruta 7 estava interditada, pois a lagoa (Arroio Castelhanos) havia invadido a pista. Paramos em um posto, bem depois da cidade de Rufino, para confirmar essa história. Ficamos sabendo que deveríamos pegar um desvio de 30 km em estrada de terra. Estávamos a 180 km de Junín. Por que não arrumamos o ar condicionado do carro em Rufino? Estava tudo fechado. Eles estavam no horário da ciesta, após o almoço, e só abririam depois das 16h. Eram 14h e não dava para esperar sem ter a certeza, ao menos, de que eles conseguiriam fazer o conserto. 17h Entramos na estrada do desvio que, apesar de ser terra, estava boa. A região é realmente muito pantanosa. Há no local diversos pássaros, inclusive flamingos. 19h Chegamos em Junín. O Marcelo já procurou logo um lugar para arrumar o ar condicionado antes de arrumarmos algum hotel. Depois de tudo acertado, o próprio dono da oficina nos indicou um hotel na cidade, até bonzinho, só não tinha ar condicionado. Ao menos tinha ventilador, o que já ajudou um pouco. Eu e os meninos ficamos no hotel e depois, saímos para tirar dinheiro e comer pizza. O Marcelo voltou com o mecânico para a oficina. O conserto ficou em (PA) 350,00. A mangueira do ar condicionado foi soldada e novo gás foi colocado. A cidade é pequena, de interior. Há uma única pracinha onde fica a igreja, alguns bancos e o comércio. Lá encontramos um restaurante que servia pizza. Notamos que a forma de se pronunciar algumas palavras já era diferente ali. Por exemplo, a palavra pollo (frango). No Chile, eles pronunciam como polho, em algumas cidades argentinas podjo e em Junín pocho. Voltamos para o hotel e fomos dormir. 23/1/2007 - JUNÍN (AR) / BUENOS AIRES (AR) / PUNTA DEL ESTE (UR) - FOTOS 10h Após abastecermos o carro, deixamos Junín com destino a Buenos Aires. 11h15 - Na estrada, acabamos atropelando um passarinho. Pegamos muita chuva também. Ainda bem que o ar condicionado estava arrumado. 13h Chegamos a Buenos Aires embaixo de muita chuva. Procuramos um lugar para almoçar, mas, até para estacionar o carro foi difícil. Acabamos parando em um estacionamento exclusivo para uma churrascaria. Como estávamos com pressa, lanchamos sanduíches em um lugar próximo dali. Na volta para o estacionamento, como não comemos na churrascaria, tivemos que pagá-lo ao vigia, pelo menos, parte do valor que era cobrado. Fomos ao porto comprar o tíquete para a travessia de buquebus até Colônia del Sacramento, no Uruguai. Lá, descobrimos que há buquebus que vai direto para Montevidéu, porém, a passagem era mais cara. Então, começamos a pensar o seguinte: se fôssemos até Colônia, levaríamos 1 hora de barco e depois, para chegarmos a Punta del Este, seriam mais 400 km de carro. Se fôssemos direto a Montevidéu, seriam 3 horas e quinze minutos de barco, mas levaria apenas 125 km até Punta del Este. Além disso, o barco que iria direto para Montevidéu sairia mais cedo do porto de Buenos Aires, por volta das 16 horas, enquanto que o outro, até Colônia, só sairia às 17. Decidimos, então, ir direto para Montevidéu. Foi uma excelente escolha. Pudemos descansar bastante. Por volta de 19h30, chegamos a Montevidéu. Fomos até o Shopping da cidade, jantamos e seguimos para Punta del Este. 23h30 Chegamos a Punta del Este. A cidade estava super agitada, cheia de bares, cassinos e hotéis de luxo. Foi muito difícil encontrar um local mais em conta, pois lá, além de tudo ser cobrado em dólar, os preços são bastante elevados. Depois de muito pechinchar, nós conseguimos uma cabana, que fica no Hotel Brisas Del este, um pouco mais afastado do centro. Pagamos oitenta dólares a diária para quatro pessoas, com direito a café da manhã. A cabana era boa, bem equipada, inclusive havia uma piscina ao lado dela. O Hotel possui estacionamento quase em frente à cabana, o que facilitou bastante para nós. 24/1/2007 - PUNTA DEL ESTE (UR) 9h Tomamos café da manhã no hotel. Havia variedade, o que nos fez lembrar um pouco dos hotéis brasileiros. Adiantei 1 hora do relógio. No Uruguai, o horário é igual ao do Brasil no horário de verão. Saímos para conhecer a cidade pela via costeira. Paramos no famoso monumento da cidade, que é uma mão aberta enterrada na areia da praia. Tiramos foto em cima da mão. No local, acabamos conhecendo uma família de paulistas que moram no Rio de Janeiro: família Zamboni (Sílvia, Enéas e os filhos Caio e Luíza). Dando continuidade ao nosso passeio, fomos à Barra. Há uma ponte que atravessa para a cidade, passando sobre um rio. Se passarmos rápido sobre ela, dá a sensação de frio na espinha, algo como andar de montanha russa. Foi uma farra, é claro! Na Barra, paramos para tirar foto em um Corvete vermelho, zerinho em folha, que estava em exposição para ser vendido. Os garotos adoraram... homens! De volta a Punta, fomos almoçar no Shopping e andar pelas lojas para conhecer o que se vende por lá. O Marcelo acabou comprando dois CDs por causa de umas músicas que passavam direto nas rádios chilenas e argentinas. Um, foi o CD do grupo Maná, que na Argentina tocavam direto a música Lábios compartidos. O outro é o CD do Marco Antônio Solis, cuja música Antes de que te vayas virou, para nós, símbolo do Chile. Dentro do Shopping, há também um mercado. Compramos água, algumas coisas e voltamos para a cabana para tirar um cochilo, enquanto o Vítor resolveu aproveitar um pouco a piscina. Só que ele acabou ficando o resto da noite com câimbra. À noite, comemos um pescado em um restaurante próximo ao mar, perto do hotel onde estávamos e fomos andar pela cidade, na feirinha local. Na feirinha, há muitos artigos artesanais, algumas novidades e, para quem quer lembrar-se do Brasil, fazem nos cabelos das moçoilas, e dos rapazes que desejarem, o que chamaríamos no nordeste de tererê. Eu fiz, é claro! Punta del Este é uma cidade tipicamente luxuosa. É cheia de grandes hotéis, cassinos, restaurantes caros. Vê-se, no local, muitos carros importados de grande nome, como limusines, porshes, corvettes e até ferrari. É como se fosse uma mistura de Hollywood com Las Vegas, numa versão menor. Há vida noturna agitadíssima! Nós, todavia, que havíamos planejado ficar dois dias em Punta del Este, decidimos ficar apenas um dia para conhecermos as Serras Gaúchas.
25/1/2007 - PUNTA DEL ESTE (UR) / GRAMADO (RS) - FOTOS 8h40 Abastecemos o carro (pagamos R$3,00 o litro da gasolina) e deixamos Punta del Este. Foi uma cidade boa para se conhecer no Uruguai. No entanto, decidimos que, numa próxima oportunidade, voltaríamos para ficar mais tempo em Montevidéu, que, particularmente, gostamos mais. Na aduana uruguaia, entregamos apenas os papéis de saída do país. 11h30 Passamos pela aduana brasileira. Incrível1 ficamos até desconfiados. Estava vazia e ninguém nos parou absolutamente para nada! Nenhuma revista, nada mesmo! Passamos direto. 12h20 Paramos para almoçar no posto Texaco na beira da estrada. Comemos arroz, bife acebolado, salada de tomate, ovo, batatinha frita e feijão preto, ah que saudade de feijão! Foram quase 30 dias sem este. Na estrada do Chuí a Porto Alegre, passamos novamente naquela reserva que tem às margens da estrada, Banhado do Tain, e avistamos capivaras e flamingos. 14h45 Erramos a entrada para Porto Alegre, rumo às Serras Gaúchas. O local não é bem sinalizado. Deveríamos ter tomado a direção de Pelotas, e não de Rio Grande como fizemos. Voltamos. Já nas Serras Gaúchas, decidimos ficar em Gramado, e não em Nova Petrópolis, como anteriormente programado. Mas eram cidades próximas, dava para conhecê-la também. Ficamos na pousada Toca do Urso, bem na entrada da cidade. Combinamos um tour pelas serras no dia seguinte, pela manhã e saímos para comer algo. Jantamos no Kilo&Kilo, voltamos ara a pousada e , mortos de cansaço, fomos dormir. 26/1/2007 - GRAMADO (RS) - FOTOS
8h40 Após o café da manhã, saímos para o passeio turístico que contratamos a R$28,00 por pessoa. Ficamos sabendo que as hortências, flores que são cartão-postal de toda a serra gaúcha, florescem em dezembro. Fomos conhecer o Lago Negro (é profundo e escuro), que fica no ponto mais alto da cidade. Há em torno do lago, conforme nos explicou o guia, uma plantação de acácias negras, vindas da Alemanha, que fazem sombra no lago, dando-lhe a tonalidade escura. O lago é natural. Pode-se alugar pedalinhos para passear por ele, e foi o que fizemos. Seguindo o passeio, passamos pelo Lago Joaquim Pita. Ele é enfeitado no Natal e, para comemoração do Ano Novo, é sobre ele que são colocados os fogos. Há, neste lago, um sistema central que é ligado a cada 15 dias para circular a água. Vimos em Gramado a estátua do Quiquito, aquele prêmio de melhores do cinema brasileiro, que é realizado anualmente na cidade. Passamos pela Praça Major Nicoletti onde está localizado o posto turístico da cidade, onde se pode pegar mapas locais. Ficamos sabendo que os sinaleiros da cidade foram substituídos por rotatórias porque o trânsito estava ficando congestionado. Na Rua Garibaldi é onde ficam os bancos e, na Avenida Borges, que é a principal, é onde se encontram lojas de artesanatos, bem como igrejas, praça etc. Após pegarmos a avenida das hortências, paramos para apreciar o Vale do 28. Algumas vezes, não se pode vê-lo devido neblina local. É lá onde o goleiro brasileiro Tafaréu tem um sítio. A visão do local é muito bonita. Paramos no mundo encantado, que é uma cidadezinha construída em miniatura. O local é dividido em três cenários. A entrada custa R$10,00 por pessoa. Só os meninos entraram. Gostaram muito do que viram! 10h30 Fomos conhecer a cidade de Canela. Na divisa de Gramado/Canela há um monumento, conhecido por monumento da integração. Uma pessoa de Canela e uma de Gramado seguram, juntas, uma flor. É para selar a paz entre as duas cidades que viviam sob uma forte rixa. Paramos para conhecer o Mundo a Vapor. Lá, tem uma pequena fábrica, com demonstração, de papel e de metal, tudo movido a vapor. É bem interessante! 11h30 Chegamos ao Parque do Caracol. A entrada custou R$28,00 para os quatro. O parque é lindo. Vale a pena conhecer! Há uma linda queda dagua na mata. Para ser vista de um melhor ângulo, deve-se descer por uma imensa escadaria, o que demanda um bom tempo. Infelizmente, como estávamos com um grupo da excursão e com horário marcado para sairmos do parque, não fizemos isso. 12h40 Fomos ao Museu do Castelinho. É uma construção em madeira que foi feita sem a utilização de um único prego. Bem feita! Seguindo o passeio, ficamos sabendo, pelo pessoal da excursão, que entre os melhores chocolates da cidade estão os seguintes: Legrano, Provel e Caracol. O caracol é o mesmo que tem em Caldas Novas. Já conhecemos e é bom mesmo. Os demais não sabemos. O nosso guia, Geovani, foi bem simpático. Na hora do almoço, era programado levar todos para uma churrascaria que ficaria a R$20,00 por pessoa. Só que, no nosso grupo, havia alguns vegetarianos. Com a concordância de todos, decidimos por um self service chamado Stuttgart Restaurante, localizado ao lado do Banco do Brasil, em Gramado. Custou R$16,90 o quilo e era muito bom. 14h Dando continuidade ao passeio, paramos numa malharia. Descobri que no Sul, malha refere-se a roupas de lã e não de algodão como imaginávamos. 14h30 Paramos no museu do perfume. Eles colocam um vídeo que explica como os perfumes são feitos. É bem interessante! Descobri que o famoso Chanel 5 é feito de titica de uma espécie de gato selvagem de outro país. E mais: a palavra perfume veio de per = atrás e fume = fumaça. 15h10 Paramos na fábrica de chocolate Monthez. É bom, mas não é aquele chocolate delicioso. Falo como uma chocólatra autêntica. Visitamos também uma loja de artesanatos e compramos algumas coisas bem legais. 15h35 Apesar da chuva, fomos ver a igreja de Canela, na Avenida Oswildes Aranha (principal avenida da cidade). A igreja é muito vista em cartões postais. Foi construída em 1937, possuindo atualmente 69 anos. Sua torre principal tem 65m de altura. Em Canela, os shows e eventos da cidade acontecem na Casa de Pedra. 16h Paramos no museu do automóvel (Hollywood DreamCars). Apenas os meninos desceram para ver. Disseram que é bem legal, viram motos e carros bem antigos. Já sozinhos, fomos passear pela cidade. Enquanto o Marcelo e o Matheus foram resolver problemas de fotografia, eu e o Vitor fomos comer pão de queijo e passear pelas lojas. Eles ficaram com um rádio-comunicador e nós com outro. Acabei deixando o meu cair em uma das lojas. Sorte que voltamos e acabamos encontrando. Jantamos num local próximo ao Banco do Brasil, localizado depois de um self service. A comida é muito gostosa, não sai caro e é bem servida. Um prato para duas pessoas serviu nós quatro, pedindo apenas uma porção de feijão extra, delicioso por sinal! Iríamos embora no dia 27, na manhã seguinte. Porém, resolvemos ficar para fazer o passeio de Maria Fumaça, pelas serras gaúchas. O passeio custaria R$110,00 por pessoa, com direito a degustação de vinhos e suco de uva à vontade, e com almoço incluso. 27/1/2007 - GRAMADO (RS) - FOTOS 8h A Van que nos levaria para o passeio de Maria Fumaça nos pegou na pousada. O nosso guia chamava-se Emerson. 9h30 Chegamos na cidade de Carlos Barbosa, de onde o trem partiria até a cidade de Bento Gonçalves. O trem partiria às 11h. Eles nos levam mais cedo para podermos conhecer a fábrica da Tramontina. Para comprar, somente compensa se a pessoa levar os produtos que estão em promoção. Compramos uma panela e alguns utensílios. Em frente à fábrica, há também um local onde se pode comprar e degustar queijos e salames, inclusive de carne de javali. 11h O trem deixou a estação de Carlos Barbosa no horário combinado. 11h15- Paramos na cidade de Garibaldi, produtora de 70% do champanhe brasileiro. Os passageiros descem, sob o som de sanfona e cantores com seus típicos trajes gaúchos. Degustamos champanhe e suco de uva. O Marcelo ficou só no suco de uva, pois não estava passando muito bem. Cerca de uns 20 minutos depois, o trem seguiu viagem. E começou uma série de apresentações enquanto o Maria Fumaça seguia pelas serras gaúchas. Entrou o Zé do Sul apresentando as Tarantelas. Todos cantaram e bateram palmas ao som de sua sanfona. Nelson, o gaúcho repentista, também deu o seu show, improvisando com os passageiros. De repente, entra no vagão um casal, Marcelle e Ivan, encenando uma briga, bem divertido e com final feliz, é claro! Pouco depois, é a vez do Coral Terra Nostra que entra cantando e tirando as pessoas para dançar. O Vítor foi escolhido para dançar e não fez feio... Por último, é feito u show gaúcho com Castilho, Laércio e Feijão. Durante a viagem, ficamos sabendo que a Maria Fumaça foi fabricada em 1941, nos Estados Unidos. É movida a água, lenha e carvão e anda de 20 a 30km/h. 12h20 Chegamos em Bento Gonçalves, cidade da uva e do vinho, nossa parada final. 12h50 Já na cidade, paramos para conhecer a Vinícola Aurora. Degustamos mais vinho e suco de uva. É a Vinícola Aurora que produz o vinho Marcus James e o suave Keep Cooler. 13h30 Saímos da Vinícola. 13h40 Paramos para almoçar num restaurante self service, com grelhados, ainda em Bento Gonçalves. 14h30 Saímos do restaurante e fomos conhecer mais uma vinícola, só que, desta vez, uma produção mais artesanal, em Caxias do Sul. 15h15 Chegamos em Caxias do Sul, na Vinícola Anrosso. Degustamos vinho, muito bom, e tivemos uma verdadeira aula de como o vinho é fabricado: do plantio da uva, passando pelo armazenamento do vinho até a rolha que é colocada. A família, donos da vinícola, é muito simpática e acolhedora. Eles nos deixaram conhecer as plantações de uva. Vimos também muitos pés de maçã. Pudemos tirar muitas fotos e colher uvas para comer no local. Comemos uvas Niágara e Itália. Deliciosas! 16h30 Deixamos Caxias do Sul e seguimos para Nova Petrópolis, cidade das flores e das malhas. 17h15 Chegamos em Nova Petrópolis. Tiramos foto no famoso labirinto que tem na cidade. É um verdadeiro labirinto feito de plantas, localizado na praça central da cidade. É divertido chegar ao centro dele. Algumas pessoas perdem a paciência e burlam o labirinto passando entre as plantas, onde há falhas. Mas o legal é achar o caminho certo. 18h Saímos de Nova Petrópolis e voltamos para Gramado. 18h35 Paramos em Gramado para visitar uma fábrica de chocolate, desta vez a Caracol. Lá, vimos um coelho de chocolate gigante, que bateu o recorde mundial. O Chocolate já estava mofando, o que é um desperdício. Se já alcançaram o objetivo, que era quebrar o recorde, porque não o doaram para alguma instituição, será que não era comestível? Como não perguntamos, não deu para saber... Questões éticas e sociais à parte, o chocolate deles é muito gostoso. 20h Fomos ao centro da cidade, já sem a excursão, tiramos dinheiro para pagar o hotel e jantamos no mesmo local da noite anterior. 22h Voltamos ao hotel, deixamos as diárias acertadas e fomos organizar o carro para partirmos cedo no dia seguinte. Sorte que o carro tem bagageiro grande! 28/1/2007 - GRAMADO (RS) / CURITIBA (PR) 8h20 Após deixarmos a pousada, paramos para abastecer e comprar um mapa. Para não nos perdermos, anotamos a seqüência das cidades que deveríamos atravessar: Nova Petrópolis Caxias do Sul São Marcos Vacaria Lages Correia Pinto (SC) São Cristóvão do Sul Ponte alta Norte. Na estrada que sai de Vacaria (Serra Gaúcha) para Lages, vimos muitos argentinos descendo o país. Muitos mesmo: dos carros que cruzaram por nós, cerca de 70% deles possuía placa argentina. Depois da Polícia Rodoviária, antes da entrada para Capão Alto e Campos Belos, paramos para almoçar no restaurante Rampeiro. É um local bem simples, tipo self service, que serve comida em panelas de ferro. A comida é gostosa, caseira, lembra aquela comidinha da roça. 12h35 Seguimos viagem. Passamos por mais argentinos que seguiam na mesma direção que nós estávamos. Eram seis carros. No trevo que vira para Santa Catarina, os seis viraram. Depois dali, não vimos mais nenhum argentino. Pelo jeito, iam todos curtir as praias catarinenses. A pista próxima ao Paraná estava sendo reformada. 16h30 Pegamos chuva forte na estrada, a uns 90km de Curitiba. 17h30 Chegamos em Curitiba debaixo de muita chuva ainda. Pernoitamos num excelente hotel, Miller flat hotel, rua Paula Gomes, 53, próximo ao Shopping Miller. Preço da diária para o quatro quádruplo: R$120,00, mas compensa o preço. Servem excelente café da manhã e, para quem tiver tempo, dá para aproveitar a sala de jogos e tomar um bom banho de piscina. Além disso, o quarto é bem espaçoso, confortável, com ar condicionado, frigobar, mini-cozinha com microondas, varanda em frente para a praça central e uma cama muito boa! Cogitamos a idéia de ficar mais um dia em Curitiba para conhecermos o Jardim Botânico. Porém, fomos informados de que ele não abre às segundas-feiras e que fecha diariamente às 18h. Como no dia seguinte seria justamente segunda-feira, ficou para uma próxima oportunidade. Dessa vez, conseguimos em Curitiba lugar para comer na cidade (Na véspera de Natal, trajeto de ida, estava tudo fechado e comemos cachorro quente numa barraquinha na pracinha). Os shoppings da cidade abrem aos domingos: as lojas até às 20h e a praça de alimentação até às 22h. Fomos ao Shopping Miller, passeamos pelas lojas e jantamos por lá mesmo. De volta ao hotel, dormimos, como se diz, feito uma pedra. 29/1/2007 - CURITIBA (PR) / SÃO JOAQUIM DA BARRA 8h50 Deixamos a cidade de Curitiba. 12h Passamos pelas serras de São Paulo. As pistas no local estavam muito esburacadas. 12h15 Paramos para almoçar no mesmo local em que paramos na ida, Posto 81, onde servem aquele comercial gostoso e barato. Ninguém dá nada pelo local, mas a comida é feita no capricho. Pegamos chuva direto nas estradas paulistanas. Nas proximidades de Ribeirão Preto, a pista ficou ótima e, para completar, ao longo da rodovia, há plantação de cana até perder de vista. Muito bonito de se ver! Não conseguimos encontrar o mesmo hotel de Ribeirão Preto que paramos para dormir na ida. 17h50 Acabamos parando na cidade de São Joaquim da Barra, ainda em São Paulo, para dormir. Depois de pesquisarmos em outro hotel, decidimos dormir no Hotel da Barra, que dá para ser visto da rodovia. A diária ficou a R$130,00 o quarto duplex para quatro pessoas, com direito a café da manhã. Há frigobar e ar condicionado no quarto. Apesar de ter estacionamento no hotel, o nosso carro precisou dormir na porta de entrada. O bagageiro da Scenic era alto e o carro não passou pelo portão do estacionamento. Pedimos pizza e comemos no próprio hotel. Resolvemos descansar e não sair para conhecer a cidade. 29/1/2007 - SÃO JOAQUIM DA BARRA / BRASÍLIA 8h10 Saímos de São Joaquim da Barra para aquele que seria o nosso último do percurso de volta para casa. Na estrada, acabamos atropelando um passarinho (que pena!). 8h20 Mais um passarinho foi pego. Muitos pássaros cruzam a rodovia e não há como desviar deles, por mais que tentemos. É muito triste, mas acaba acontecendo... A pista de Minas Geral estava muita boa e para melhorar mais ainda, estava sendo duplicada. Já em Goiás, as estradas estavam péssimas. Próximo a Catalão, só havia buraco no caminho. 11h50 Paramos para almoçar no Posto JK em Catalão. Comida servida por quilo e estava boa. 12h15 Seguimos viagem. 13h15 Começou a chover novamente. Aliás, pegamos muita chuva em vários trechos do trajeto de volta, não só no Brasil, mas fora também. No carro, ascendeu uma luz amarela serv no painel. Descobrimos que ela ascende quando passamos por muita água na pista (SENSOR DO ABS). Mas isso não ocasiona nenhum problema no carro e tudo funciona normalmente. 14h Paramos para descansar e aproveitamos para lanchar. Não deu para resistir: pamonha. 14h50 Passamos perto da entrada da chácara do meu sogro, que já fica bem perto de Luziânia. A estrada estava muito boa, com asfalto novo. Já estávamos bem próximos de casa. 15h55 Finalmente, já em Taguatinga, o nosso carro parou em frente ao portão de casa. É muito bom viajar. Mas é muito bom também voltar para nossa casa, rever parentes, amigos. Principalmente trazendo conosco uma imensa bagagem de novidades, experiências e, é claro, com muitas histórias para contar... QUE FELICIDADE !!!!!
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